Blog do Celino Neto

Em sua nova estratégia, CBF perde força mas continua com o apoio dos clubes e a soberania

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As federações com maior ”parceria” com a FIFA estão claramente ameaçadas, é questão de tempo até que muitas delas tenham boa parte de seus dirigentes de alto escalão denunciados, a Confederação Brasileira de Futebol é uma delas e o presidente Marco Polo Del Nero se move rapidamente para não perder apoio dentro de seu próprio país.

Os clubes brasileiros não são de reagir e geralmente seus presidentes vivem numa ”hibernação eterna” quando se trata de melhorias do futebol brasileiro, porém desde o inicio de 2015 reuniões e conversas sobre a criação de uma liga são assunto entre os dirigentes menos estáticos. Del Nero foi ágil, e tratou de limitar os ‘mandatos eternos’ da presidência da CBF e também dar mais poder aos clubes, para saciar esta ‘fome de liga’.

O primeiro ponto acordado entre CBF e Federações estaduais é o direito a apenas uma reeleição, que impede o ‘fator Ricardo Teixeira’ e já vale a partir do atual mandato de Del Nero, que no máximo pode concorrer em 2019 e ficar no comando até 2023.

”Será um mandato mais uma reeleição, a partir deste mandato. Marco Polo cumpre o mandato e terá direito a uma reeleição. Ele vai ficar até 2019 e pode se reeleger uma vez. Houve uma recomendação da Assembleia para que as federações sigam o mesmo caminho”, declarou o vice-presidente da CBF, Marcus Vicente.

Sobre quem iria assumir o comando da CBF no caso de renúncia de Marco Polo Del Nero, nada foi discutido na reunião desta quinta-feira entre os comandantes das federações. Primeiramente o presidente da Federação Gaúcha deixou a reunião afirmando que o sucessor não seria o vice mais velho(como é atualmente), algo negado por Marcus Vicente e Walter Feldman, secretário-geral da CBF.

Os clubes brasileiros também ganharam força, formando uma espécia de ‘Conselho’, onde os mesmos terão à palavra final em relação da organização dos campeonatos da entidade. Este comitê terá nove representantes: cinco clubes da Série A, dois da Série B, um da Série C e um da Série D.

Voltando ao tema de quem seria o sucessor em caso de renúncia ou afastamento de Marco Polo Del Nero, atualmente o vice-presidente mais velho assumiria, são cinco vices pelo Brasil(um para cada região) e aquele com idade mais avançada é justamente um opositor da atual gestão, Delfim Peixoto, presidente da Federação Catarinense.

A CBF muda, mas não muda. A CBF perde, mas ganha… E o futebol brasileiro segue na mesma.

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