Blog do Celino Neto

A diferença simples entre a ”Crise Internacional” do conto petista e a ”Black Monday”

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Nesta segunda-feira, dia 24 de agosto, os mercados pelo mundo sentiram o baque da queda chinesa. O dólar voltou a disparar no Brasil e a Bovespa caiu, os países emergentes e super dependentes da China(nós estamos incluídos nessa) entram em desespero, potências também são, obviamente, atingidas… Mas primeiro vamos à notícia do site O Financista:

As bolsas asiáticas despencaram nesta segunda-feira (24) lideradas pela forte queda em Xangai devido às preocupações com a saúde da economia da China – a segunda maior do mundo.

Apesar do crescimento chinês – importante motor da economia global – ter diminuído durante algum tempo, os mercados financeiros, no entanto, caíram com o temor de desaceleração mais rápida do que o esperado.

Veja abaixo uma série de respostas para as perguntas chaves sobre o mercado acionário chinês e a economia global:

– O que a China tem feito para impedir a queda das ações?

O mercado de ações da China teve um rali espetacular até meados de junho, quando sofreu um declínio dramático ao cair mais de 30% em um período de três semanas.

As autoridades lançaram uma série de medidas destinadas a restaurar a confiança, mas elas tiveram apenas um impacto de curto prazo.

Os “grandes” investidores incluídos no pacote de resgate da economia foram impedidos de vender suas participações e limitados à margem de negociação, sofrendo restrições à venda a descoberto – quando os investidores apostam em expectativas pessimistas. A companhia Securities Finance Corp China, apoiada pelo estado, também entrou em cena para comprar ações em nome do governo.

Na última medida que não conseguiu impressionar, as autoridades disseram, no fim de semana, que o fundo de pensão do Estado seria autorizado a investir 30% dos seus ativos totais – US$ 550 bilhões – em ações.

Pequim também cortou as taxas de juros e emitiu uma desvalorização de sua moeda, choque de quase 2% em 11 de agosto, fazendo com que o iuane caísse quase 5% ao longo dessa semana. A mudança deu um impulso às exportações, mas também aumentou os temores de que a situação chinesa está piorando mais do que se esperava.

– Para onde vai o mercado de ações da China e sua moeda?

As quedas desta segunda-feira (24) levaram o mercado acionário de Xangai a despencar ao menor patamar desde 8 de julho, quando Pequim começou as intervenções. O índice também ficou abaixo do seu nível de fechamento em 31 de dezembro do ano passado, o que significa que a bolsa de Xangai dizimou os ganhos de 2015.

Analistas dizem que as ações podem cair ainda mais , já que o mergulho das bolsas globais está soprando a tendência negativa de volta para a China, refletindo o que é efetivamente um círculo vicioso.

É esperado que o iuane enfraqueça ainda mais em relação ao dólar, embora o banco central chinês possa intervir para evitar quedas mais íngremes.

O banco japonês Nomura espera que a moeda, atualmente cotada em cerca de 6,4 iuane em comparação ao dólar, se depreciará ainda mais, chegando a 6,6 por dólar no fim do ano.

– Por que os mercados financeiros estão tão sombrios em relação a economia chinesa ?

A economia chinesa cresceu 7,4% no ano passado, no menor crescimento desde 1990, e a situação está mais fraca este ano, com altas de 7% em cada um dos dois primeiros trimestres de 2015.

É uma taxa de crescimento muito maior do que a maioria dos outros grandes países, mas o movimento do iuane levantou suspeitas de que a situação econômica está pior do que o governo tem revelado.

Depois de três décadas de desenvolvimento vertiginoso, Pequim está tentando solucionar os conflitos da economia esforçando-se para tornar o crescimento mais sustentável, mas também ganrantindo que o mercado de trabalho não seja afetado.

Os tropeços sofridos ao longo do caminho, incluindo alegações de que Pequim estaria desperdiçando suas reservas em tentativas infrutíferas para apoiar o mercado de ações, também levantou dúvidas quanto à sua administração econômica.

O Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre ficou exatamente na meta do governo para todo o ano de “em torno de” 7%, levando alguns analistas a questionar o número, que foi divulgado após vários indicadores econômicos fracos. A China tem enfrentado acusações de que o governo atuou de forma fraca na economia durante períodos de enfraquecimento.

– Por que o lento crescimento chinês é um problema internacional ?

Com a economia europeia fraca e os Estados Unidos preparando uma alta na taxa de juros, o mundo olhou para a China tentando manter o bom desempenho de suas finanças, mas a contatação de que isso pode não acontecer causou pânico.

Na qualidade de maior parceiro comercial do mundo, a sede da China por combustíveis e matérias-primas acionou regiões produtoras destes recursos, mas os países que dependem do apetite chinês já sentiram os efeitos de sua desaceleração, como a Austrália, cujo auge da mineração terminou com a queda da demanda por minério de ferro.

Com mais de 1,3 bilhão de consumidores em potencial, a China também é um enorme mercado para produtos manufaturados e qualquer enfraquecimento na demanda seria muito sentida pelos produtores, incluindo as muitas multinacionais que têm operações no país.

A desvalorização do iuane atingiu outras economias emergentes, da Turquia ao Brasil, cujas exportações estão agora comparativamente mais caras, e há temores de mais uma rodada de desvalorizações que poderia levar a uma “guerra cambial”.

Muitos países estão preocupados que suas exportações possam ser minadas pela China, particularmente em setores que competem diretamente, como exportadores de alta tecnologia na Coreia do Sul e Taiwan.

Os consumidores chineses, que representam mais de 30% do consumo de luxo em todo o mundo, terão menos poder de compra, o que também pode causar implicações para a indústria do turismo que tem contado com grandes consumidores chineses.

– Por que a desaceleração do crescimento é um problema para o mercado interno ?

Dominante na China, o Partido Comunista está sob pressão para dar melhor condição de vida, tirar mais pessoas da pobreza e satisfazer a crescente classe média, em troca da aceitação de suas regras.

O governo precisa manter um nível mínimo de crescimento econômico, o que alguns analistas acreditam ser de 7%, a fim de criar empregos para milhões de pessoas e impedir um desconforto social.

A turbulência no mercado de ações também ameaça causar perdas dolorosas para dezenas de milhões de investidores “pessoa física”, que é a principal força nos mercados chineses que negociam em meio a rumores e especulações e que estavam mal preparados para uma ruptura das bolsas.

É claro que os petista/esquerdista aproveitaram a ocasião para afirmar que a ”Crise Internacional” sempre existiu, quando na verdade o deplorável estado brasileiro é culpa, principalmente da desastrosa gestão do Partido dos Trabalhadores, que resulta num país, em pleno século XXI ter sua economia tão dependente das commodities; Além, claro, dos casos de corrupção e um Estado gigantesco. Mas os sites governistas tratam Dilma Rousseff, com seu discurso furado nas última eleições, como ”A grande economista brasileira”. Sim parece piada afirmar que a presidente que parabeniza uma ‘figura oculta’ no dia das crianças(que é a figura do cachorro), fala em ‘Mulher Sapiens’ e em saldar a mandioca e também dobrar uma meta que está em aberto tenha ‘tamanha sabedoria’ quando se trata de economia. Veja a patética matéria do Brasil 247 abaixo:

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O cenário mundial das bolsas de valores após o crash chinês nesta segunda-feira 24 confirma que a presidente Dilma Rousseff, que tem feito alertas frequentes sobre a gravidade da crise global desde o início de seu segundo mandato, tinha razão. Apesar disso, ela sempre foi contestada por analistas internos sobre esta tese.

A queda de 8,46% em Xangai – a maior queda percentual diária desde 2007 –, no entanto, afetando bolsas de valores em todo o mundo, do Japão à Indonésia, mostra que o quadro é inequívoco: o mundo enfrenta uma crise tão aguda ou ainda mais grave do que a de 2008.

Ainda na Ásia, o índice MSCI, que reúne ações da região Ásia-Pacífico exceto Japão, caía 5,46%, abaixo da mínima de três anos. Hang Seng teve queda de 5,17%, enquanto Nikkei despencou 4,61%. Enquanto isso, as principais bolsas da Europa registraram perdas entre 4,6% e 5,96%.

“Os mercados estão em pânico. As coisas estão começando a parecer com a crise financeira asiática no fim da década de 1990. Especuladores estão vendendo ativos que parecem ser os mais vulneráveis”, disse o chefe de pesquisa do Shinsei Bank, Takako Masai.

Em menos de um ano, preços do petróleo caíram mais de 60%, derrubando ações de todas as petroleiras globais. Commodities exportadas pelo Brasil, como o minério de ferro, também enfrentam as mínimas históricas. Desta vez, até analistas conservadores, como Miriam Leitão e Carlos Alberto Sardenberg, tenderão a reconhecer a gravidade do quadro internacional.

Parece piada, mas não é!

Vamos ao cenário quando as afirmações de Dilma Rousseff foram feitas:11067581_781902778567527_857918200_o

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Os gráficos acima mostram que não se desenhava ”Crise Internacional” alguma, a não ser que quando se refira a mundo, Dilma Rousseff e os petistas contem apenas com Argentina e a pobre Venezuela… O que acontece nesta ”Black Monday”, como foi apelidada nos Estados Unidos, é uma bolha da segunda maior economia do mundo que pode(só o tempo dirá se é será agora) explodir a qualquer momento. Causado por uma desaceleração chinesa e consequentemente confiança de mercado abalada tanto dos investidores internos quanto externos.

Os problemas por aqui são claramente diferentes, e só vão se agravar caso à ”Bolha chinesa” estoure, pois o Brasil é mais um dos países sul-americanos que praticamente ‘venderam sua alma’ para a China. Por fim, não a nossa presidente sapiens não previu a ”Black Monday” e se previu foi extremamente incompetente(como já sabemos que é) em continuar a confiar economicamente no crescimento chines e consequentemente de consumo por lá, afinal o Brasil é um país que depende de commodities, ainda. A ”Bolha Chinesa” interessa a todo o mundo, e desta vez os brasileiros podem ser brutalmente atingidos.

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