Blog do Celino Neto

Em depoimento à Lava-Jato, Paulo Roberto Costa admite o medo de ‘terminar como Celso Daniel’

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Paulo Roberto Costa afirmou em depoimento o que deve acontecer com outros tantos adversários petistas, o ‘medo de terminar como Celso Daniel’. Assim como os opositores em ditaduras, no Brasil quem ousa enfrentar o Partido dos Trabalhadores tem que resistir à imprensa, instituições que deveriam ser sérias, militantes fanáticos/cegos pagos com dinheiro público, destruidores de reputação e até assassinos, ou seja, não é fácil.

Recapitulando brevemente o ‘Caso Celso Daniel'(Brevemente o caso será detalhado em uma nova post):

Vocês não devem ter esquecido de Celso Daniel, correto? Sim, o ex-prefeito petista de Santo André assassinado. O primeiro inquérito policial afirmou praticamente que o político ”morreu por azar”, pois foi sequestrado equivocadamente por uma quadrilha que ”se enganou” e acabou tirando a vida dele. A família não ficou satisfeita e afirmou que o crime ocorreu por motivações políticas… De maneira um tanto quanto estranha, outras testemunhas do caso foram simplesmente morrendo, como: O sequestrador de Celso Daniel; Um cúmplice do criminoso; Otávio Mercier, Investigador da Polícia Civil que telefonou para o sequestrador na véspera da morte; Antonio Palácio de Oliveira, o garçom que serviu Celso Daniel, isso mesmo, o garçom; Paulo Henrique Brito, este que testemunhou a morte deste garçom; Iran Moraes Redua, o agente funerário que reconheceu o corpo do prefeito jogado na estrada e que chamou a polícia em Juquitiba e por fim, Carlos Delmonte Printes, o legista que atestou marcas de tortura no cadáver de Celso Daniel, foi encontrado morto em seu escritório em São Paulo, em 12 de outubro de 2005.

É no mínimo curioso que tantas mortes tenham acontecido para acobertar um crime que foi ”por acaso”. Ainda por cima o menor apresentado como autor dos disparos não reconheceu a foto de Celso Daniel quando lhe foi mostrada… A família de Celso Daniel pressionou e conseguiu uma reabertura de inquérito pelo MP de SP ainda em 2002, e já em 2010(mais precisamente em Agosto), ano de eleições a promotora Eliana Vendramini, responsável pela investigação e denúncia que apura o assassinato do ex-prefeito Celso Daniel, sofreu um, no mínimo, estranho acidente automobilístico em uma via expressa de São Paulo. O veículo blindado conduzido pela promotora capotou três vezes após ser repetidamente atingido por Gol, que lhe tirou da pista e fugiu sem prestar socorro… ”Fatos estranhos” acontecem com aqueles que tentam entrar no caminho de partidos com viés totalitários, que fazem de tudo para chegar/permanecer no poder e ainda ”fazem o diabo” nas eleições(segundo a própria presidente Dilma Rousseff).

Não é por menos, como você pode ver abaixo, que Paulo Roberto Costa tem medo de acontecer com ele o mesmo que com Celso Daniel. O delator ainda lembra que a ex-mulher de Celso Daniel, Miriam Belchior, é presidente da Caixa Econômica Federal e ex-ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão, mesmo sem entender absolutamente nada do assunto. Curioso, não?

Nestes depoimentos de Paulo Roberto Costa publicados pela Folha de São Paulo, o mesmo ainda fala do mal que o Partido dos Trabalhadores fez a empresa(tornou a empresa uma maquina de corrupção) e de gestões pouco profissionais também nos governo anteriores. O delator não deve ser o único à temer, fazer delação premiada pode irritar aqueles que se acham ‘tiranos'(e de certa forma são, com instituições e o Estado quase que totalmente controlados ao seu favor). Confira:

 

 

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