Blog do Celino Neto

Flamengo faz primeiro tempo de ‘briga por título’, segundo tempo de ‘briga contra o rebaixamento’ e continua na mesma

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Flamengo-do-ceu-ao-inferno

Os mais de sessenta mil Rubro-negros que foram ao Maracanã na tarde deste domingo viram um roteiro tipico do seu time: Começar ganhando e jogando bem, relaxar e levar o empate(e as vezes até a virada) com falhas defensivas. Porém neste dia 02 de agosto, presenciamos o exemplo perfeito de como um time ir do Céu ao Inferno em apenas 90 minutos.

Aqueles que acompanhavam o pré-jogo da partida já percebiam que seria uma tarde de estádio lotado, com ingressos esgotados e torcida animada pela sequencia de vitórias e claro, pelo(ainda) invicto Guerrero. O peruano não apareceu na festa(sumidinho no jogo, muito marcado), mas o time mostrou um futebol de briga pelo título, envolvendo o Santos completamente e ameaçando o goleiro Vanderlei de todas as formas. Emerson, Alan Patric, Canteros, Márcio Araújo(sim, ele mesmo), Everton, Jorge, enfim, todo o time Rubro-negro jogava um futebol ofensivo e dinâmico, trocando passes e sem sofrer nenhum pouco na defesa.

O ‘Céu Rubro-negro’ se concretizou quando Alan Patric recebeu de Everton e marcou um golaço de fora da área. A torcida explodiu, e sem tempo de terminar de comemorar o primeiro gol, Emerson Sheik recebeu um belo passe de Canteros, arrancou e fez o segundo. Festa no Maracanã, o time jogava um futebol facilmente de G-4 ou até título. O exagerado Flamengo, sempre ‘brigando pelo título’ ou ‘em crise’, com seus igualmente exagerados torcedores já decretavam, ”Não deixem o Fla chegar, pois se deixou chegar…”, e até com razão, nesta tarde o famoso ”Deixou chegar” não era exagero, o time jogava realmente bem.

Nos últimos quarenta e cinco minutos de segundo tempo começou o ‘Inferno Rubro-negro’, o Santos não tinha nada a perder, e o time do Flamengo ainda se ‘deliciando’ com o futebol do primeiro tempo não se preocupou com o bom setor ofensivo do Peixe… Deu no que deu. O time começou a errar passes, finalizações, e como já é de praxe, com uma marcação aérea ruim(para não dizer péssima), deixou o time santista diminuir com Ricardo Oliveira(sim, o artilheiro do Campeonato Brasileiro ficou livre dentro da área), e o empate santista, até então impossível, era provável no duelo de um time consciente contra outro apático(desta vez o Flamengo).

Como um time que briga contra a parte inferior da tabela, o Santos não pressionou como fez o Flamengo, mas cadenciou o jogo, para sofrer menos na defesa e equilibrar mais a posse de bola. Lucas Lima fez o golaço… 2 a 2 e em sua primeira partida no Maracanã lotado, mandou a torcida se calar, mas nem precisava, o próprio time da casa já fazia isso, o nervosismo idem. Sem muita reação o time que jogava futebol de campeão no primeiro tempo, apresentava futebol de luta contra o Z-4 no segundo.

Nos últimos instantes de partida o time conseguiu chegar uma, duas e até três vezes ao ataque, mas finalizou como o Flamengo do inicio do Brasileirão, sem muita ”convicção” e nervoso. Guerrero e Sheik perderam gols que, no primeiro tempo, não perderiam. Nervosismo do time resultando em raiva da torcida, no jogo em que o time Rubro-negro não precisou de mais de 90 minutos para ir do céu ao inferno.

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