Blog do Celino Neto

Quem precisa de Mises quando se tem Emir Sader? Saiba qual é a culpa da crise brasileira

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Confesso que Emir Sader tem um espaço especial nos favoritos de meu computador, afinal ninguém é de ferro e as vezes é preciso dar boas risadas com seus textos esquizofrênicos e totalmente cômicos. O ”importante” site Brasil 247 é um grande circo, poderia ser classificado como site humorístico, mas diria que o ”sociólogo e cientista político” tem um dom humorístico mais refinado, consegue sustentar ideias absurdas sempre com uma seriedade em palavras que até penso que exista a remota possibilidade de algum ser humano com o mínimo de noção pensar assim.

Vamos a um divertido texto do Ludwing Von Sader e seu diagnostico da crise brasileira:

Na crise atual se cruzam razões de fundo, herdadas dos governos neoliberais, e questões que os governos do PT não souberam superar e que agora os afetam de maneira profunda.

Entre as razões estruturais estão a desindustrialização promovida pela abertura escancarada do mercado interno feita pelos governos Collor e FHC, que além de enfraquecer o poderio industrial do pais, gerou a dependência da exportação de produtos primários. Por outro lado, paralelamente, não se alterou o papel hegemônico do capital financeiro, que reproduz a especulação como fenômeno central no processo de acumulação de capital.

Ou seja, podemos concluir que com mais estatais e menos capital financeiro internacional o país estaria melhor, pois como todos os grandes economistas sabem, quanto mais fechado o mercado mais desenvolvido o país é! Sacada genial do Emir Sader!

Além desses fatores econômicos, com todas suas consequências no plano social e político, o governo não avançou nem na democratização dos meios de comunicação, nem no fim do financiamento privado das campanhas eleitorais. Não afetou assim dois elementos políticos e ideológicos fundamentais que jogam fortemente contra o governo. A mídia, com seu terrorismo econômico e denuncismo seletivo e reiterado, o Congresso com seu cerco fisiológico sobre o governo.

Ou seja, já deveríamos estar em uma ditadura totalitária de estrema esquerda e não em mais um dos governos ‘democráticos’ esquerdistas extremamente desastrosos economicamente e socialmente. Vamos ”democratizar”(leia-se censurar) a imprensa brasileira, esta já altamente dependente do dinheiro estatal. Uma imprensa democratizada deve se limitar à diversos sites como Brasil 247, Viomundo, Pragmatismo Político, Conversa Afiada entre outros adoradores de dinheiro estatal. E também, claro, vamos derrubar o Congresso ou manipula-lo ainda mais, assim não existiria crise, assim como na União Soviética, onde o cidadãos morriam de fome sem ouvir falar de ”crise”, perfeito Emir! Boa saída para a crise!

A combinação desses fatores gerou as condições da crise atual. A eles se acrescenta um diagnóstico errado do governo, que o tem levado na direção oposta da forma como atuou na crise de 2008, levando a cortes reiterados de gastos, que só aprofundam e prolongam a recessão, isolando ainda mais o governo das suas bases populares, tornando-o mais frágil e mais prisioneiro da direita. O mercado, como se viu esta semana, vai sempre querer mais sangue, sempre vai impor novos cortes, que levam a novos cortes. O governo fica assim prisioneiro do mercado e da direita. Entrou no despenhadeiro interminável de responder à direita e ao capital especulativo com mais cortes, que é o que eles pedem.

Como o mundo da economia deixa um gênio desses dando sopa no Brasil 247? No país perfeito de Emir Sader o Estado seria ainda maior do que é, nada de cortar gastos! Dezenas de ministérios? Muito pouco, vamos criar mais, centenas! Aliás mercado, economia e o minimo de bom senso é coisa da ”direita e do mercado, que sempre vai querer mais sangue” vamos gastar como se não houvesse amanhã e mandar a conta à empresários bem sucedidos que tiveram a ”sorte de crescer na vida”, taxar esses ricos opressores! É simplesmente genial.

O governo faz tudo isso, mas foi rebaixado pelas agências de risco, prevê recessão pelo menos até o fim de 2016, a inflação persiste, o desemprego aumenta. Um ano e meio a mais de clima de pessimismo e de deterioração dos índices sociais é a pior perspectiva possível. O ajuste nunca leva à retomada econômica, ao contrário, leva a mais recessão, com mais desemprego.

Esse não é o caminho com que reagimos vitoriosamente à crise de 2008, recuperando o pais da crise, retomando o desenvolvimento e aprofundando as políticas de distribuição de renda, ao invés de cortar recursos das políticas sociais. Assim, o caminho oposto é que deveria ser trilhado.

Ou seja, o país está quebrado? Vamos gastar mais, foi assim que superamos a crise em 2008! Emir Sader esquece que a China está como em 2008, e é justamente a conta pelos absurdos feitos no governo Lula que estão explodindo agora. E que cortes o governo fez? Aquelas ‘reforminhas’ meia-boca do incompetente Joaquim Levy? Simplesmente patético! Mas como Emir é humorista/economista não podemos leva-lo à sério.

Reabrir créditos para reativar a economia, terminar de vez com cortes nos recursos das políticas sociais e nos custos do governo, taxar as grandes fortunas, combater dura e abertamente a sonegação. Além de propor um plano de saída da crise, coerente com esse projeto de retomada do crescimento econômico, sem ficar sujeito às iniciativas da oposição e de outros setores adversos ao governo, que cobram mais concessões políticas em troca do fim do risco do impeachment.

Vamos endividar ainda mais à todos! Isso mesmo! Perfeito! Mais créditos e créditos! Palmas para Emir Sader!

Não se é governo sem ter capacidade de iniciativa política, senão se é governado pelos outros, só se reage às ofensivas reiteradas do capital especulativo e da direita política. Falta coordenação política para isso e um plano econômico que não assopre na direção da tempestade mas que, ao contrário, mediante medidas anticíclicas, resista a ela. A via adotada só aprofunda a necessidade de mais cortes, a recessão, o isolamento e a fragilidade do governo. Com todos os cortes, não se impediu o rebaixamento da avaliação do governo e o retorno à ofensiva sobre o impeachment. Além de não se superar a recessão, com mais desemprego.

Essas são as raízes da crise presente. Um diagnóstico errado sobre ela levou ao pacote de ajuste, socialmente injusto, economicamente ineficaz e politicamente desastroso. Sem uma virada no plano econômico, o governo não terá mínimas condições de enfrentar a crise política, que se expressa na ofensiva permanente sobre ele. Desde dezembro o governo colocou a agenda do ajuste e nunca mais pôde sair dela. Já é tempo de fazer um balanço dos seus resultados, que só pioraram a situação, e dar uma virada no governo, a partir das experiências positivas do passado.

Aceitar os erros não revela fraqueza. Fraqueza é ceder interminavelmente às pressões conservadoras. Grandeza é reconhecer os problemas, os erros cometidos e dar uma virada econômica e política. É aprender do passado, para superar a crise presente e projetar um futuro de continuidade e não de ruptura com os governos iniciados em 2003. Não se pode colocar em risco tudo o que foi construído desde então, pela insistência equivocada no caminho oposto ao trilhado no passado.

Agora gostaria de saber se todos entenderam… Para combater a crise segundo nosso esquizofrênico humorista/economista/cientista político chamado Emir Sader, precisa-se de: Mais crédito! Mais estado! Mais gastos! Não ceder à direita e democratizar a imprensa! Destruir o Congresso reacionário! E pensar que tudo isto foi resultado destes malditos neoliberais, realmente os danos destes foram imensos, tanto que são doze anos de PT no poder e a crise explodiu de vez agora. Podemos considerar Emir Sader o Ludwig Von Mises do século XXI, aliás, Emir Sader é o Mises versão petista.

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