Blog do Celino Neto

A CBF vai perder sua ”luta” contra a Primeira Liga, resta saber como

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A Confederação Brasileira de Futebol criou uma luta perdida contra a Primeira Liga(ou se preferir, Liga Sul-Minas-Rio), uma batalha desnecessária para a CBF, e melhor para o futebol brasileiro, pois só irá escancarar o poder dos grandes clubes brasileiros de poderem organizar uma competição independente da entidade. Internacional, Grêmio, Atlético Mineiro, Cruzeiro, Flamengo, Fluminense, Atlético Paranaense, Coritiba… Marco Polo Del Nero sequer teria força contra dois desses oito clubes, ainda mais quando existem mais quatro e outros clubes solicitando sua entrada na Primeira Liga(como é o caso do Goiás). São dezenas de milhões de torcedores brasileiros que seguem estes clubes e a maioria deles está de saco cheio dos estaduais. E a maior prova disto é o público patético que estas ultrapassadas competições levam aos estádios.

Fora desta liga, dos grandes, estão São Paulo, Palmeiras, Corinthians, Santos, Vasco e Botafogo, porém eles necessariamente não são uma ”oposição”, apenas não estão presentes, até o momento apenas o presidente corintiano e o vascaíno criticaram o torneio, sendo a torcida destes clubes claramente não aguentam mais os estaduais e também não são contra a criação da liga. Ou seja, de um lado temos gigantes brasileiros, do outro a CBF, alguns cartolas com segundo interesse e as ultrapassadas Federações(ou pelo menos boa parte delas).

O principal opositor de fato, é o presidente da FERJ, Rubens Lopes, que irá perder a dupla Flamengo e Fluminense de seu torneio, logo menos renda e mais prejuízos para sua, até então, confortável posição de soberania, sem precisar oferecer uma competição minimamente atrativa. Não é por menos, em sua posição privilegiada ele pode negociar contratos pra lá de estranhos, ter um resultado pífio em bilheteria, e ainda por cima cobrar esta conta dos clubes. Parece até um estado socialista. Não é a toa que o Rubens Lopes usa um discurso patético, digno de tiranos confortáveis em seus estados totalitários, usando o discurso ”para o povo” mas apenas se beneficiando as custas do trabalho dos mesmos. Veja a declaração do presidente da Federação Carioca:

”Acho um movimento elitista e prejudicial ao futebol como um todo. Ela vai confrontar um calendário que já existe e que contempla clubes de menor investimento. Estou falando a posição do estado do Rio, apurada por todos os clubes, menos dois”, disse Rubens Lopes.

E ai? Conhece este discurso de segunda categoria? Culpar as ‘elites malditas’, contra os ‘oprimidos’ clubes de menor investimento… Típico de quem está desesperado para continuar numa confortável posição da qual não se necessita resultados, e com alguns agrados à clubes menores(que tem o mesmo poder de voto dos grandes) consegue se eleger e reeleger quantas vezes quiser.

É obvio que os clubes de menor investimentos não precisam ser extintos, mas o problema é justamente que os grandes serão extintos se continuarem a serem obrigados à jogar um campeonato que sua torcida só se interessa em uma ou duas partidas decisivas, além dos clássicos. Qual é a expectativa de um vascaíno para ver o time dele contra o Quissamã? Com todo respeito ao pequeno clube, o vascaíno quer ver o grande time de seu coração enfrentando o Fluminense, o Flamengo, e quer pagar ingresso para assistir estes jogos, ou se enfrentar pequenos, não precisa ser uma competição que ocupa mais de quatro meses de calendário.

Alexandre Kalil, diretor da Primeira Liga, já cogita a competição em 2016 ocupar todas as 19 datas destinadas atualmente aos estaduais, que seria um golpe frio, pragmático e espetacular contra os arcaicos Campeonatos Estaduais, mostrando claramente o fracasso que são estas competições e o interesse do público para ver seu time enfrentar gigantes no inicio da temporada, e não ter que esperar quatro meses de clássicos medianos, jogos sem público e finais minimamente empolgantes.

A Primeira Liga, se realizada em 2016 com as especuladas dezenove datas, não será apenas um golpe nos estaduais, como nas federações e na própria CBF, pois é o embrião de um novo Campeonato Brasileiro, ou melhor, a Liga Brasileira.

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