Blog do Celino Neto

Oposição vence na Argentina, América Latina reagindo?

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Em uma América Latina tomada pela esquerda, pelo populismo e pelos pixulecos, a Argentina dá um sinal que ainda existe esperança em tirar esta quadrilha internacional do poder. O candidato Mauricio Macri, de oposição ao ‘kirchnerismo’ derrotou o governista Daniel Scoli, este que ainda tentou se desvincular do atual, desastroso, governo de Cristina Kirchner. Sustentando pautas mais sérias(leia-se menos populista) e a reaproximação argentina das grandes potências. Sobre o atual governo, Macri havia declarado:

“Nosso governo escolheu a confrontação sistemática com quase o mundo inteiro, e nos deixou numa situação de muito isolamento. É preciso ir até o mundo, é preciso recuperar mercados”, disse Mauricio Macri.

Perfeito! E esse não é um problema exclusivo da Argentina. O Brasil vive esta realidade de ‘dar as costas’ ao mundo e focar em parcerias pouco proveitosas, abrindo mão de maiores benefícios apenas para atender um grupo de países aliados ao governo petista.

Agora vamos a um trecho do Zero Hora:

Quais serão as prioridades de Macri?
Piñero diz, de forma enfática:

— As prioridades serão o Brasil e as finanças.

Em outras palavras, caso seja eleito, Macri fará sua primeira visita internacional à presidente brasileira Dilma Rousseff. E lhe pedirá que evite uma desvalorização do real prejudicial à economia argentina. Sim, ele realmente fará sua primeira viagem ao Brasil, para buscar uma aproximação. E pedirá que o Brasil não desvalorize a moeda, o que inibiria o comércio bilateral. Sobre as finanças, Macri procurará os credores internacionais para renegociar a dívida, uma vez que o governo enfrenta um desacordo com os fundos especulativos e provoca temores em quem poderia investir no país. Patricia conta que, por conta da insegurança que isso provoca, o Japão, por exemplo, diminuiu de 150 para 50 as empresas na Argentina. A indefinição com os credores internacionais, na visão dos parlamentares, inibe investimentos externos.

Política externa
É provável que a mulher de Leopoldo López, o preso político mais famoso da Venezuela, venha neste domingo a Buenos Aires e acompanhe a contagem dos votos com os apoiadores de Macri. Isso é sintomático. Caso continuem situações como a dos presos políticos na Venezuela, Macri pedirá o cumprimento da cláusula democrática no Mercosul. A Venezuela, nesse caso, seria afastada. Os três se repetem ao enfatizar: não querem que a Venezuela seja “modelo de democracia” na América Latina.

Macri quer uma reformulação do Mercosul, para que a conivência com regimes autoritários como o venezuelano não continue. Outras pautas são: Esforço para tornar a América do Sul uma área de livre comércio; Trabalho conjunto para levar a Venezuela à uma transição democrática; E claro recuperação econômica da argentina, principalmente com uma retomada de confiança internacional, destruída pelos Kirchner.

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