Blog do Celino Neto

O mito da minoria radical Islâmica

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Post original do dia 06/01/2016 e atualizado no dia 22/03/2016 após os atentados na Bélgica

No ocidente, o politicamente correto tenta enfiar goela abaixo que a maioria dos muçulmanos não são radicais e sim a favor da paz, do respeito ao próximo e da liberdade. Este debate passa por alguns pontos importantíssimos, por isso este post será mais longo que o comum. A religião que conta com mais de um bilhão e meio de seguidores no planeta tem fiéis em sua maioria radicais?

Primeiro se deve perguntar o que seria ‘radical’ no ocidente? Usar burca? Apedrejar um adultero? Matar gays e lésbicas por sua opção sexual? Achar que ataques suicidas são justificáveis? Apoiar grupos extremistas? Simpatia por grandes lideres fanáticos? Apoiar a implementação da Lei Sharia? Obviamente que todos os tópicos citados são radicais se levarmos em conta a liberdade que temos na maioria do ocidente, seja de expressão, crença ou opção sexual.

Sabe quais são os 10 países no mundo que mais odeiam e são intolerante à homossexuais?

Nigéria, Sudão, Serra Leoa, Emirados Árabes Unidos, Irã, Somália, Mauritânia, Arábia Saudita, Iêmen e Uganda, com exceção da Nigéria e Uganda, adivinha qual religião é dominante nos outros países.

Nos últimos anos, um número assustador de imigrantes de países muçulmanos tornaram a Europa seu lar. Em meio à trágicas mortes por conta dos meios precários de locomoção, o mundo se solidarizou em apoio aos refugiados, condenando os países que não abriram as fronteiras para aqueles que arriscavam suas vidas pela sobrevivência. Tratando esses governantes como verdadeiros demônios.

A Bélgica virou um berço do terrorismo assim como a França. Estocolmo, capital da Suécia se tornou a capital mundial do estupro. Bairros inteiros no Reino Unido são ocupados apenas por muçulmanos e a marginalização é tamanha que a policia não se arrisca a entrar. E, na Alemanha, país que mais acolheu refugiados e tornou Angela Merkel tão aclamada aconteceu um terrível ano novo. Vamos ao Yahoo:

Mais de uma centena de casos de violência sexual na noite de ano novo em Colônia, oeste da Alemanha, foi atribuídas a “jovens aparentemente de origem árabe” e tem causado polêmica em todo o país – cujo governo condenou os crimes, embora esteja preocupado com uma possível estigmatização dos refugiados.

A chanceler alemã Angela Merkel conversou por telefone com a prefeita de Colônia, Henriette Reker, e manifestou “sua indignação diante destes atos de violência insuportáveis e agressões sexuais”. Outros políticos tentaram estabelecer um vínculo entre os crimes e o aumento da presença de imigrantes no país.

O caso, que ganhou amplitude à medida em que novas denúncias eram registradas, comoveu todo o país pela “nova dimensão” que implica a participação de “mais de mil pessoas”, que agrediram ou protegeram os agressores, declarou à imprensa o ministro da Justiça alemão, Heiko Maas.

“Trata-se de uma nova forma de crime organizado (…) Será preciso refletir sobre isso, pensar em meios para enfrentá-lo”, afirmou.

Até esta terça-feira de manhã a polícia registrou 90 denúncias de assédio sexual, roubos e pelo menos uma de estupro – e seguia aguardando novas denúncias. “Parto do princípio de que ainda mais denúncias serão feitas”, declarou nesta terça-feira o chefe da polícia de Colônia, Wolfgang Albers.

Cerca de 300 pessoas se reuniram nesta terça de maneira simbólica em frente à catedral da cidade para pedir mais respeito às mulheres.

Estes ataques foram atribuídos a grupos de 20 a 30 jovens bêbados que se reuniram perto da Catedral e da Estação Central de Colônia. A polícia também disse que recebeu uma dúzia de queixas em Hamburgo (norte).

“A gente estava indo embora quando um grupo de cerca de vinte homens estrangeiros nos abordou”, disse uma das vítimas à rede de televisão N-TV.

“Eles começaram a nos agredir, tocando nossa virilha, o decote (do vestido) e por baixo do casaco”, contou, dizendo também que o grupo “só atacava mulheres” e mencionou também roubos.

Segundo Albers, os relatos dos policiais que atuaram na noite de réveillon apontaram que os agressores “em sua grande maioria eram jovens de entre 18 e 25 anos, aparentemente de origem árabe ou norte-africana”, algo que foi corroborado pelas descrições feitas pelas vítimas.

“Não temos qualquer indício que demonstre que tratam-se de refugiados alojados em Colônia” ou seus arredores, insistiu Reker, considerando essa associação “inadmissível”.

A aparência dos agressores “não deve levar a uma suspeita geral sobre os refugiados que, independentemente de sua origem, venham buscar refúgio em nosso país”, disse o ministro do Interior, Thomas de Maizière.

A polícia ainda não prendeu nenhum dos eventuais suspeitos.

Apesar de tentarem relativizar o assunto e mudar de foco, as garotas que sofreram os assédios e até estupro detalharam de maneira clara: “A gente estava indo embora quando um grupo de cerca de vinte homens estrangeiros(de aparência árabe) nos abordou”, afirma uma das vitimas. As jovens estavam usando mini-saia? Roupa colada? Pouco importa, nada as proíbe de se vestirem da maneira que preferirem, pelo menos na nossa cultura. Pois o uso da burca por muçulmanas é uma espécie de ‘preservação da dignidade’ segundo os religiosos radicais, logo, aquelas que não usam este tipo de vestimenta não prezam por sua dignidade, dando margem à animais tornarem o ano novo em Colônia, na Alemanha, um verdadeiro show de horrores.

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Segundo pesquisa realizda pelo Pew Research Center, feita entre 2008 e 2012 e que consultou 38.000 pessoas de 39 países, se concentrando na comunidade muçulmana, a maioria dos muçulmanos, especialmente em Ásia, África e Oriente Médio, quer instaurar a Sharia, com diferenças de acordo com a área geográfica. Lei Sharia que bate de forma antagônica ao que temos no Ocidente em que a maioria dos países são laicos, ou seja, não seguem nenhuma religião.

Tradução do estudo feito pelo ”Lei Islâmica em Ação”.

Um estudo feito sobre fundamentalismo, publicado por Ruud Koopmans do “Centro de Berlim para Pesquisa em Ciências Sociais” em dezembro de 2013, comparou o nível de fundamentalismo na Europa, entrevistando cristãos (nativos do Velho Continente) e muçulmanos (imigrantes e filhos de imigrantes educados na Europa). As perguntas foram direcionadas aos grupos que se identificaram como cristãos e muçulmanos, e conduzidas nos seguintes países: Alemanha, França, Suécia, Bélgica, Holanda e Áustria. Os muçulmanos entrevistados são de origem turca e marroquina, grupos que não são considerados como fermentadores do extremismo islâmico.

Este estudo segue a largamente aceita definição de fundamentalismo de Bob Altermeyer e Bruce Hunsberger, que diz que o fundamentalismo é um sistema de crença baseado em 3 elementos
– que os crentes devem retornar para as regras eternas e inalteráveis estabelecidas no passado;
– que estas regras apenas permitem uma única interpretação e são obrigatórias para todos os crentes;
– que regras religiosas têm prioridade sobre leis seculares.

( fundamentalismo islâmico segue o exemplo de Maomé, citado 93 vezes no Alcorão como o melhor exemplo de conduta … leia sobre Maomé em A Verdade Sobre Maomé, Conquistador e Primeiro Sobernao da Arábia)

1. Perguntas sobre o grau de fundamentalismo

Percentual daqueles que concordam com as frases:
“Os cristãos [os muçulmanos] devem retornar às raízes do cristianismo [islamismo].”
“Existe apenas uma interpretação da Bíblia [do Alcorão] e cada cristão [muçulmano] deve se ater a ela. ”
“As regras da Bíblia [do Alcorão] são mais importantes para mim do que as leis do [país da pesquisa].”
Veja no gráfico abaixo os resultados inquietantes.

Verifica-se que 60% dos muçulmanos (de origem turca e marroquina) desejam um retorno às raizes da fé religiosa (em comparação com 20% dos cristãos); 75% acham que existe uma única interpretação do alcorão (em comparação com 17% dos cristãos entrevistados com respeito à bíblia); e 65% dos muçulmanos dizem que as regras oriundas das escrituras são mais importantes do que as leis dos países de onde eles vivem (sendo que apenas 12% dos cristãos concordam com isso). No geral, 44% dos muçulmanos concordam com as três afirmações, em comparação com menos de 4% dos cristãos. Em outras palavras, existe um nível alarmantemente alto de fundamentalismo entre os residentes muçulmanos – um nível muito maior daquele encontrado entre os cristãos. E, é importante salientar, os muçulmanos oriundos de países mais “extremistas” não foram entrevistados.

Esses resultados não são devido a diferenças econômicas ou de classe, pois uma análise de regressão controlando “educação, posição no mercado de trabalho, idade, sexo, e estado marital, revelou que enquanto que estas variáveis explicam variâncias no fundamentalismo dentro de ambos os grupos, elas não explicam ou diminuem as diferenças entre muçulmanos e cristãos.” E muçulmanos mais jovens não são menos fundamentalistas que os mais velhos. Em contraste, o fundamentalismo cristão é mais forte junto aos mais velhos e mais fraco junto aos mais jovens.

2. Perguntas sobre atitudes em relação outros grupos

Percentual daqueles que concordam com as frases:
“Eu não quero ter homossexuais como amigos.”
“Não se pode confiar nos judeus.”
“Os muçulmanos têm como objectivo destruir a cultura ocidental”. [pergunta direcionada para os cristãos europeus]
“Os países ocidentais estão tentando destruir o islão.” [pergunta direcionada aos muçulmanos europeus]
Veja no gráfico abaixo mais resultados inquietantes.

Os resultados falam por si só. Mais do que 50% de muçulmanos mostram hostilidade contra homossexuais e mais do que 40% de muçulmanos mostram hostilidade contra judeus. Mais do que 50% acham que o ocidente deseja destruir o islão (algo que poderia ser chamado de “ocidentofobia”) e mais do que 25% concordam com todas as três. Isto em contraste com percentuais bem menores dos cristãos, resultando em apenas 2% que concordam com as três afirmações.

A análise de regressão mostrou novamente que a religião é o mais importante fator alimentador de hostilidade contra grupos externos, e que o grau de fundamentalismo se correlaciona com o grau de hostilidade para com grupos externos.

Depois de constatações à este nível, como continuar sustentando que a maioria muçulmana não é radical? Impossível, infelizmente!

Apesar das ilusões do politicamente correto, a realidade mostra que os imigrantes muçulmanos são aqueles que menos se misturam e aceitam a cultura local, com a religião como grande barreira. É o mito da minoria radical que cai por terra com os fatos, sem mencionar muitas pesquisas que escancaram a aceitação de lideres terroristas fanáticos. ‘Islamofobia’? Claro que sim, fobia, no final das contas é o medo. Medo da religião que cresce assustadoramente e que tem a maioria de fiéis radicais. Medo de lideres de grandes potencias assistirem calados, temendo o politicamente correto, seus países serem tomados por bairros radicais onde nascem o grande ódio à civilização ocidental que resulta em morte de inocentes. Medo quando chegamos a conclusão que o continente mais rico culturalmente, berço das liberdades, de grandes filósofos, da forma de se governar hoje está sendo tomada por uma população que não fará grande esforço(para dizer nenhum) de preservar as liberdades quando em maioria.

Onde quero chegar? No desespero de uma Europa cada vez menos europeia o perigo de novos lideres radicais com grande poder de destruição só crsece, um ”Hitler do século XXI” não é difícil de se enxergar, principalmente no momento que o Estado Islâmico aterroriza o continente após grandes atentados na França, Turquia e nesta triste terça-feira a Bélgica. Precisamos de uma reação contundente da minoria não radical muçulmana, que devem mostrar claramente que estão contra estes tipos de grupos e contra as ideias anti-democráticas(na TV, redes sociais e manifestações em geral) e assim entrar em combate verbal. Contra os grupos terroristas é papel dos serviços de inteligência e principalmente dos exércitos. Definitivamente não é/será uma luta fácil, até porque uma grande maioria ainda considera os radicais ”uma porcentagem pequena” e este, como foi provado, é um mito.

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