Blog do Celino Neto

A república ruindo! O governo desmorona com a delação de Delcídio

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A república está ruindo! O cenário da segunda-feira já era aterrorizante para o governo, quase 4 milhões de brasileiros foram as ruas no domingo e, consequentemente, a pressão pelo Impeachment de Dilma Rousseff ficou altíssima. Para piorar a situação do governo federal, nesta terça-feira, o ministro do STF Teori Zavascki homologou a delação premiada de Delcídio Amaral e o cenário planejado para o dia 15/03, de tentativa de recuperação com Lula sendo nomeado ministro foi por água abaixo, o material explosivo delatado pelo ex-líder do governo no senado foi divulgado e o ex-presidente que tenta fugir do Sergio Moro ficou em segundo plano.

A nomeação de Lula acontecerá em breve, porém não surtirá o mesmo efeito, o mesmo foi citado 186 vezes somente na delação do Delcídio. Dilma também foi citada(72 vezes na delação de Delcídio)por conta de tentativas seguidas de melar a operação Lava-Jato. Além de Gleisi Hoffman, Humberto Costa, Bumlai, Aécio Neves, Eduardo Paes, Eduardo Cunha, Renan Calheiros… Enfim, uma delação simplesmente explosiva e devastadora.

Um dos principais implicados foi o ministro da educação Aloisio Mercadante, muito próximo de Dilma Rousseff e que tentou subornar Delcídio para que o mesmo não delatasse. Vamos a um trecho da Veja:

Descrevendo seu plano, Mercadante deixa claro ao assessor que vai tentar ‘construir com o Supremo uma saída’ para Delcídio.

Diz que Ricardo Lewandowski, o presidente do STF, poderia libertar Delcídio por meio de liminar, durante o recesso de fim de ano do Judiciário. ‘O presidente vai ficar no exercício… Também precisa conversar com o Lewandowski. Eu posso falar com ele pra ver se a gente encontra uma saída’, oferece Mercadante.

Sem citar o nome, o ministro dá a entender que irá procurar outro ministro do STF e que sua ideia é fazer com que o Senado procure Teori Zavascki para pleitear a soltura do senador. ‘Talvez o Senado possa fazer uma moção, a mesa do Senado, ao Teori, entendeu? Um pedido: olha, nós demos autorização considerando o flagrante, considerando as condições etc, mas não há necessidade pá, pá, pá – pá, pá, pá. E tentar construir com o Supremo uma saída’, diz.

A menção ao STF foi ligeira mas estratégica. Naquela altura, a prioridade da família de Delcídio era libertá-lo antes do Natal. Havia, entretanto, a suspeita de que Teori negaria, como de fato ocorreu, o pedido de habeas-corpus. A oferta de Mercadante remediaria o problema.

Também nesta terça-feira explosiva, Delcídio Amaral conversou com Lauro Jardim, de O Globo e não poupou criticas ao governo:

— Cadê o governo que se dizia republicano, que nada interferiria nas investigações? A gravação do Aloizio (Mercadante) confirma o que eles sempre negaram. Na minha delação fica claro que fui escalado, como líder do governo, pela Dilma e pelo Lula para barrar a Lava-Jato.

Continua Delcídio:

— O (ministro) Edinho (Silva) não sairá vivo deste processo. Ele arrecadava recursos ameaçando, na linha do ‘ou está com a gente ou está contra’.

Agora trechos da coluna Expresso da Época, sobre os trechos em que Delcídio cita o senador Aécio Neves:

(…)Delcídio do Amaral (PT-MS) disse que o senador Aécio Neves (PSDB-MG) mandou emissários para convencê-lo a adiar prazos para a entrega de sigilos bancários que seriam cedidos pelo Banco Rural para a CPI dos Correios. A CPI foi presidida por Delcídio. Segundo ele, um desses emissários foi o então secretário-geral do PSDB e atual prefeito do Rio de Janeiro (PMDB), Eduardo Paes. De acordo com Delcídio, Aécio estava incomodado com a quebra dos sigilos e, por isso, pediu o adiamento do prazo.

Delcídio, então, contou ter adiado o prazo com base nos argumentos expostos de que não haveria tempo hábill para o banco entregá-los. Afirmou que, como o prazo foi dilatado, as informações foram “maquiadas” pelo banco e a CPI acabou usando tais informações “maquiadas” do Banco Rural. Delcídio disse que “segurou a bronca”, mesmo sabendo que os dados foram maquiados. A maquiagem, segundo Delcídio, serviu para esconder dados de “Aécio Neves, do ex-senador Clésio Andrade, do publicitário Marcos Valério e “companhia”(…)

Novamente da ótima coluna Expresso, da Época, a parte em que Delcídio cita Renan Calheiros:

Em sua delação premiada, Delcídio do Amaral descreveu o presidente do Senado, Renan Calheiros, como uma pessoa “discreta” e que só fala com aqueles que são de sua confiança. De acordo como delator, o presidente do Senado “normalmente se serve de terceiros” que, segundo ele, são o empresário Milton Lira e o deputado Aníbal Gomes (PMDB-CE). “O senador Renan é muito cuidadoso e discreto nas suas articulações”, disse o ex-líder do governo. Outro agente de Renan, indicado por Delcídio, é Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro. Segundo o senador, Machado “chegava a despachar na casa de Renan” e, embora Delcídio não possa provar que o ex-dirigente tenha recebido propina, ele sugere que “por sua proximidade com Renan, o tempo de permanência e os níveis das contratações realizadas pela Transpetro”, considera “que valores relacionados a contratos dessa empresa foram repassados a políticos a título de propina.”

Delcídio também cita Lula, que recebeu propina pelo ”velho esquema de palestras” como definiu o delator. O senador também afirmou que o BTG é uma das principais empresas que mantém o Instituto Lula:

“O BTG teve papel preponderante em várias campanhas eleitorais, sendo que a maior preocupação do ex-presidente Lula e André Esteves é com relação à Petro África, uma operação polêmica que levou a aquisição de 50% dos campos de petróleo, principalmente na Nigéria, pelo BTG.”

Também sobre Lula:

“Ao contrário do que Lula sempre diz, o ex-presidente teve participação em todas as decisões relativas às Diretorias das grandes empresas estatais, especialmente a Petrobras”.

“Lula conhecia os projetos estratégicos do país tendo ‘followup’ permanente dos seus andamentos e das principais empresas contratadas”.

Delcídio completa afirmando que Lula tinha “bastante intimidade” com “os donos das principais empresas de engenharia do Brasil” e também com os “principais tesoureiros do PT e de alguns partidos aliados”.

Voltando à Dilma Rousseff, Delcídio deixa claro que a mesma, ao lado de José Eduardo Cardozo, tentaram frear a Operação Lava-Jato:

A despeito dos discursos do governo com relação à sua isenção nos rumos da Lava-Jato, e indiscutível e inegável a sistemática do ministro da JOSE EDUARDO CARDOZO e da própria Presidenta DILMA ROUSSEF, no sentido de tentar promover a soltura de réus presos no curso da referida operação. Fez parte dessa articulação o advogado SIGMARINGA SEIXAS, figura influente quando se trata, no governo, de indicações para os Tribunais Superiores, Nas conversas com JOSE EDUARDO CARDOZO, DILMA se refere a SIGMARINGA como “the old man”.

Sobre Bumlai:

Delcídio tem conhecimento de que Bumlai foi fundamental na liberação de financiamentos pelo BNDES as empresas FRIBOI, MARFIRG, BERTIN etnre outras. Bumlai também realizava um lobby agressivo com relação as termoelétricas buscando perdão das dívidas de energia.

Gleisi Hoffmann e Humberto Costa não foram poupados, vamos ao trecho do ótimo O Antagonista:

O senador petista disse que o seu sucessor na Liderança do governo no Senado agiu com “desenvoltura na Refinaria de Suape” e que foi “parceiro” da White Martins, que “sempre contribuiu decisivamente para suas campanhas”.

Ele também apontou o empresário Mário Beltrão como sendo o operador do senador pernambucano.

Delcídio confirmou, ainda, o esquema de Gleisi com o marido Paulo Bernardo na Consist, alvo da operação Pixuleco 2. Disse que PB é um dos melhores arrecadadores do PT e que a senadora se beneficiou do cargo de diretora financeira de Itaipu.

Por fim, Delcídio também mapeou os operadores de Lula, Dilma e do PMDB:

DelacaoDelcidio

E a delação tem muito mais conteúdo do que o citado neste post. As expectativas é que as próximas semanas serão de fim de governo para o PT. Esta organização criminosa travestida de partido político precisa cair e cair rápido, não tem como o Brasil tentar parar de rolar abismo abaixo com esse governo no poder.

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