Blog do Celino Neto

Algumas observações sobre Michel Temer e sua “primeira impressão”

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Dia histórico na história do país, Dilma Rousseff levou uma segunda ‘sapatada’ de votos, desta vez no Senado, e acontece o que as ruas clamaram e o que mais de 70% da população brasileira queria: o Partido dos Trabalhadores deixa o poder. Ainda que temporariamente, dificilmente a desastrosa “presidenta incompetenta” volta ao seu cargo, o pedido de Impeachment já conseguiu mais de dois terços quando precisava de uma simples maioria dos senadores.

Dilma foi notificada e deixou o Palácio do Planalto repetindo seu patético discurso “contra o golpe”, chamando aqueles que lhe tiraram do poder de golpistas e conspiradores, ou seja, chamando 70% dos brasileiros que queriam seu Impeachment, STF que estabeleceu o rito, Câmara dos Deputados e Senado Federal segundo a presidente afastada são golpistas. Os brasileiros muito provavelmente presenciaram os últimos momentos da desastrosa carreira política desta criminosa.

Michel Temer assumiu e já fez seu primeiro discurso, nada que me empolgasse muito, ainda estou muito cético quanto ao seu governo, mas tocou em alguns pontos fundamentais e uma certeza é, se não animadora, reconfortante, não tem como ser pior.

O primeiro ponto claro é que Temer faz um governo de transição, a tarefa dele é inciar uma reestruturação do país e entregar ao presidente eleito em 2018 um cenário mais estruturado, e um fator político importante que demonstra ter e que esteve em falta desde 2010, é uma característica que até o criminoso-mor da república(Lula) tinha, a capacidade de dialogar.

Após o país ser comandado por uma organização criminosa travestida de partido político por treze anos, o obvio precisa ser destacado, e Michel Temer fez bem isso. Ressaltou que o dever do estado é, antes de tudo, cuidar do básico, saúde, educação e segurança. Falou em liberdade de poderes, em que o Executivo não pode ficar em eterna divergência com o Legislativo e Judiciário. Também foi respeitoso com Dilma Rousseff, mostrando superioridade moral ao não querer ataca-la e fazendo de maneira indireta. Apesar de se tornar comum nos últimos anos, é um tremendo absurdo um presidente da república acusar de golpe as principais instituições do país, quando na verdade está sofrendo pelos descasos que plantou.

Mencionou a importância da Operação Lava-Jato, o que não pode se passar batido, pois como tem em seu ministério nomes como Romero Jucá e Henrique Alves, investigados na operação, o que é grave, qualquer sinal de que são culpados Temer não pode dar uma de petista e começar a defender bandido, precisa entregar a cabeça para não se permitir que seu governo seja desgastado. Isto é condição fundamental, pois diferente da quadrilha que estava treze anos no poder, a população brasileira não quer político tentando melar uma operação tão importante para o país.

Temer usou o discurso que precisava para acalmar o mercado, após anos e anos de um estado inchando sem parar e interferindo na economia de maneira irresponsável e criminosa, fala em liberdade econômica e que a prioridade é resgatar o emprego de mais de 11 milhões de brasileiros que o procuram. Destacou que não vai fazer como o PT e mudar o nome dos programas sociais para fingir que os criou, como Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida e FIES e que estes serão mantidos.

Algo dificílimo para Michel Temer e que ele também citou em seu discurso é enxugar a maquina pública, os cabides de emprego petista e alguns absurdos que servem para jogar dinheiro do brasileiro no lixo. Como as centenas de milhares de cargos comissionados, que incham o estado e criam uma massa de ineficiência e prejuízo enorme.

Após treze anos de Lula e Dilma, Temer parece um estadista exemplar, e em seu discurso foi muito lúcido e citou ideias fundamentais que são resultado do buraco que o PT jogou o país. Falando de liberalismo econômico, enxugar a máquina pública, separação de poderes, apoio a Lava-Jato, mostrando respeito aos poderes e a sua antecessora. A quanto tempo não víamos isso no Palácio do Planalto? Bastante.

Passou uma boa impressão pois as expectativas ao seu governo e a política brasileira são baixíssimas, tanto que ter um presidente que saiba falar de maneira fluente a língua de seu país já é um avanço, mostrar-se diferente de Dilma Rousseff também já é um avanço. Mas prefiro ficar com os pés no chão, torço que consiga cumprir o que prometeu mas acho quase impossível, numa margem de probabilidade tão pequena quanto o seu governo ser pior do que o antecessor.

Temer monta um ministério que lhe garante apoio na Câmara dos Deputados e no Senado, tem de Kassab à Picciani como nome em suas pastas, ou seja, não é este governo que vai acabar com o fisiologismo, corrupção ou nomes antigos da política. Mas irá sofrer muito, pois apesar do brasileiro comum não estar mais aguentando a maior organização criminosa que já se formou em território brasileiro, Temer não terá a chamada “classe artistica” ao seu lado, e uma das deficiências do país é tratar artista como intelectual mesmo que o sujeito não saiba sequer falar direito, pelo fato de que o presidente não vai deixar a torneira de dinheiro aberta como Dilma e Lula, para assim comprar apoio tanto dos chamados “artistas intelectuais” como de alguns meios de comunicações sujos.

Outro problema de Temer é que ele não tem carisma e se não tiver carisma não sendo petista já será taxado de: elitista, odiador de pobres, gays, negros, mulheres, inimigo da democracia e outros rótulos patéticos dignos da extrema-esquerda brasileira. Vão reclamar pois não tem mulheres na lista de ministérios, mesmo a deputada Mara Gabrilli tendo sido fortemente cogitada, vão reclamar se não tiver um ministro gay, além de uma ministra mulher, vão reclamar por não ter uma ministra lésbica, vão reclamar se não tiver um índio, enfim… Vão usar qualquer coisa, pois como já disse Chico Anysio, a imprensa brasileira é majoritariamente petista, por mais que o “quadro” tenha melhorado bastante nos últimos anos.

Temer não teve seu nome fortemente envolvido na Lava-Jato como outros nomes do PMDB, como Eduardo Cunha e Renan Calheiros(além dos ministros já citados), mas o importante é que ele não siga a cartilha do PT e que não tente esconder em seu ministérios criminosos. Repito o que eu disse anteriormente, se tentar entrar na onda de proteger criminoso, Temer será jogado ao mesmo lixo da história que a organização criminosa chamada Partido dos Trabalhadores está.

O fator mais importante em todo o discurso de Michel Temer foi quando o mesmo falou claramente que irá respeitar a Constituição, algo que nos últimos anos e, principalmente, meses foi praticamente descartado com uma presidente sem qualquer escrúpulo gritando “É golpe! É golpe! É golpe!”.

Em um primeiro momento, só de se livrar de uma senhora que falava em estocar o vento, figura oculta atrás da criança(que é o cachorro), pasta de dente voltando ao dentifrício, mulher sapiens, saudar a mandioca e outras sandices, já é um avanço.

Confira a lista de ministros, e não, felizmente Temer não superou os desastrosos nomes de Dilma Rousseff e conseguiu montar um ministério menos horroroso, o que não significa dos sonhos, mas já é uma evolução:

Gilberto Kassab, ministro de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações
Raul Jungmann, ministro da Defesa

Romero Jucá, Planejamento, Desenvolvimento e Gestão
Geddel Vieira Lima, ministro-chefe da Secretaria de Governo
Sérgio Etchegoyen, ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional
Bruno Araújo, ministro das Cidades
Blairo Maggi, ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
Henrique Meirelles, ministro da Fazenda
Mendonça Filho, ministro da Educação e Cultura
Eliseu Padilha, ministro-chefe da Casa Civil
Osmar Terra, ministro do Desenvolvimento Social e Agrário
Leonardo Picciani, ministro do Esporte
Ricardo Barros, ministro da Saúde
José Sarney Filho, ministro do Meio Ambiente
Henrique Alves, ministro do Turismo
José Serra, ministro das Relações Exteriores
Ronaldo Nogueira de Oliveira, ministro do Trabalho
Alexandre de Moraes, ministro da Justiça e Cidadania
Mauricio Quintella, ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil
Fabiano Augusto Martins Silveira, ministro da Fiscalização, Transparência e Controle (ex-CGU)
Fábio Osório Medina, AGU

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