Blog do Celino Neto

Em 24h, o governo Michel Temer mostra uma direção correta

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Em menos de 24h de governo Michel Temer o presidente demonstra ter compreendido o desastre dos últimos treze anos de uma organização criminosa no poder. Alguns ministros e o próprio presidente mostram, primeiramente, saber os problemas em que o país está, e também, alguns, demonstram que sabem que caminho seguir.

Começo com uma ação importante de José Serra, que precisa fazer uma limpeza enorme na podridão que virou o Itamaraty nos últimos treze anos, nos últimos meses chegando ao fundo do poço ao denunciar um “golpe” a diversas embaixadas pelo mundo. Vamos a notícia do Estadão, por Sonia Racy:

José Serra deu ontem, em seu primeiro dia como chanceler do governo Temer, a sinalização de novos tempos na diplomacia brasileira. Em duas notas, respondeu a ataques de Venezuela, Equador e outros países bolivarianos ao Brasil e dirigiu uma crítica direta ao secretário-geral da Unasul, Ernesto Samper.

Na primeira nota oficial, o ministro diz que o MRE “rejeita enfaticamente as manifestações dos governos da Venezuela, Cuba, Bolívia, Equador e Nicarágua, assim como da Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América/Tratado de Comércio dos Povos (ALBA/TCP), que se permitem opinar e propagar falsidades sobre o processo político interno no Brasil”. Esse processo, diz ele, “se desenvolve em quadro de absoluto respeito às instituições democráticas e à Constituição Federal.”

Na segunda nota, o ministro “repudia declarações do secretário-geral da Unasul, Ernesto Samper, sobre a conjuntura política no Brasil”. Samper classificou recentemente de “golpe” o processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff e defendeu seu governo. Tais declarações, segundo a nova diplomacia brasileira, “qualificam de maneira equivocada o funcionamento das instituições democráticas do Estado brasileiro”.

O texto acrescenta que, “além de errôneos”, os termos de Samper “deixam transparecer juízos de valor infundados e preconceitos contra o Estado brasileiro e seus poderes constituídos e fazem interpretações falsas sobre a Constituição e as leis brasileiras”. Classifica de “interpretação absurda” o que o secretário-geral da Unasul afirma sobre o País. “A realidade é oposta”.

O ministro conclui afirmando que essas interpretações “são incompatíveis com as funções que (Samper) exerce e com o mandato que recebeu do conjunto de países sul-americanos nos termos do Tratado Constitutivo e do Regulamento Geral da Unasul”.

Perfeito! O Brasil não pode baixar a cabeça para organizações como a Unasul, que acolhe governos anti-democráticos e condena um processo constitucional. Assim como não se pode aceitar as sandices ditas por ditadores e lideres da extrema-esquerda que não presam pelas liberdades como Nicolas Maduro, Evo Morales ou Rafael Correa. Fidel ou Raul Castro nem se fala, são tiranos a mais de meio século no poder. Que moral tem para condenar um processo democrático? Absolutamente nenhuma, estão desesperados com a provável perda de seus “benefícios”.


Segundo ponto a se destacar é a declaração do novo Ministro da Justiça, que afirmou não admitir atos terroristas e criminosos de puxadinhos petistas como MTST, MST, UNE e outros “Movimentos sociais”. Importante também que foi ressaltado por Alexandre Morais, que estes podem se manifestar e protestar, mas como seres humanos civilizados e não animais, como vem ocorrendo. Vamos a notícia, da Folha:

Recém-empossado como novo ministro da Justiça, o ex-secretário de Segurança Pública de São Paulo, Alexandre de Moraes, defendeu nesta quinta-feira (12) que a atuação violenta de movimentos de esquerda deverá ser combatida.

“A partir do momento que seja MTST, ABC, seja ZYH, que deixam o livre direito de se manifestar para queimar pneu, colocar em risco as pessoas, aí são atitudes criminosas que vão ser combatidas, assim como os crimes”, disse após participar da cerimônia de posse do ministro Gilmar Mendes como presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).(..)


A terceira declaração importante veio do ministro do Desenvolvimento Social e Agrário, sobre os benefícios sociais. Osmar Terra, do PMDB disse aquilo que já é de conhecimento de todos aqueles que sabem como funciona o programa no Brasil e como são os casos de sucesso de programas semelhantes pelo mundo. Vamos a notícia, do O Globo:

O novo ministro do Desenvolvimento Social e Agrário, Osmar Terra (PMDB-RS), afirmou que o Bolsa Família precisa ser avaliado e que a presidente afastada, Dilma Rousseff, mentiu sobre a redução da pobreza no país. Segundo o ministro, empossado nesta quinta-feira pelo presidente em exercício, Michel Temer, beneficiários que não precisam mais do programa podem sair para obter outras formas de renda.

— O Bolsa Família não pode ser uma proposta de vida — disse Terra.

Segundo ele, Dilma mentiu sobre a redução de pobreza:

— Vamos avaliar o programa, aumentar sua eficiência e responder a uma pergunta: por que um país que a presidente diz que tem menos de 10% de pobres, tem 50 milhões de pessoas precisando do Bolsa Família? Temos de explicar por que tem tanta gente. Eu acho que ela mentiu — finalizou o ministro.

Perfeito! O Bolsa Família não pode ser uma proposta de vida, e é maldoso que continue a ser como era no governo petista. Precisa existir programas sociais? Sim, obviamente. Mas como já muito explorado, não pode ser um programa sem porta de saída, e sim socorrer em primeiro momento os mais pobres e lhe dar condições de crescer na vida para que não precise mais do programa.


Agora a duas sinalizações importantes de Michel Temer, primeiro vamos ao Blog do Camarotti:

Na gestão do presidente em exercício Michel Temer, o Palácio do Planalto já determinou que os novos ministros façam um inventário detalhado sobre tudo o que estão herdando do governo Dilma Rousseff. A orientação é que esse levantamento seja divulgado por cada pasta assim que ficar pronto, para deixar claro problemas que estão sendo assumidos pela atual gestão.

 

“Temer não vai ser responsabilizado por problemas ou irregularidades que aconteceram no governo Dilma. Por isso, a ordem é mostrar detalhadamente como está a situação de cada área”, disse um auxiliar do presidente em exercício.

 

Para outro interlocutor de Temer, a ordem é abrir a “caixa-preta” do governo do PT. Um exemplo disso já aconteceu na primeira coletiva realizada nesta sexta-feira (13), quando os ministros Ricardo Barros, da Saúde, Eliseu Padilha, da Casa Civil, e Romero Jucá, do Planejamento, falaram da redução de programas sociais da gestão Dilma Rousseff.

 

Já estava havendo redução e cortes em programas sociais na gestão da petista, como Minha Casa, Minha Vida e Pronatec.

Perfeito, não é um “caça as bruxas” como dizem os petistas e sim uma prestação de contas do que aconteceu de podre no governo Dilma Rousseff. A “caixa-preta” petista precisa ser escancarada para todos os brasileiros poderem ver o que aconteceu de desmando no governo do Partido dos Trabalhadores.

Agora vamos ao O Antagonista:

Michel Temer comentou com ministros mais cedo que não vai colocar a mão no fogo por ninguém.

Segundo ele, “investigado é uma coisa, réu é outra”.

É uma questão de tempo (pouquíssimo tempo) para saber se Temer fala a verdade.

Como o ótimo site O Antagonista já ressaltou em seu texto, em pouco tempo saberemos se Temer fala a verdade, e é importantíssimo que fale. Pois se repetir o governo petista de acolher criminosos em pasta ministerial, Michel Temer será jogado na lata de lixo da história como está sendo os criminosos petistas.

Como já ressaltei neste post: Algumas observações sobre Michel Temer e sua “primeira impressão”, ainda estou cético sobre a capacidade de Temer poder cumprir o prometido, mas é inegável que o país, enfim, tem em seu poder executivo alguém que sabe o que precisa ser feito. E como destaquei no meu último texto, Temer faz um governo de transição, recebe o país em uma de suas piores crises da história, graças à organização criminosa petista, e tem o dever de tentar “botar ordem na casa” e passar a bola para seu sucessor em 2018, já que se comprometeu com aliados e até com o PMDB, que não tentará a reeleição.

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