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Tchau queridos! O fim da era petista no poder

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Após treze anos, quatro meses e uma semana, acabou a era petista no poder. Com Lula chegando ao poder como “simbolo” dos trabalhadores, da honestidade e representante dos mais pobres, neste momento muito próximo de ir para a cadeia e sem qualquer influência política. E Dilma Rousseff, a “coração valente”, “guerreira”, “gerentona” e que acabou se mostrando desonesta e um verdadeiro desastre, colhendo o que seu antecessor começou a plantar, a maior crise econômica da história do país e o maior escândalo de corrupção já registrado explodindo em seu governo.

Para liberais, conservadores, social-democratas, e todos aqueles à direita do PT, o governo Dilma foi altamente proveitoso, pois enfim um pensamento sem ser de extrema-esquerda começou a ganhar mais espaço, vender livros e tomar uma representatividade há muito tempo não presenciada.

Começo do Fim:

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A queda do Partido dos Trabalhadores que começa em 2013, quando movimentos da própria esquerda estudantil começam a protestar na cidade de São Paulo contra as tarifas de ônibus, a repercussão foi aumentando e logo o tal “Movimento Passe-Livre” perdeu qualquer tipo de controle sobre seus protestos, com milhões indo as ruas não contra o aumento das tarifas, mas contra corrupção, serviços públicos e alguns com a bobagem do “Não vai ter Copa”. O tiro saiu pela culatra, se os organizadores tentavam atingir Geraldo Alckmin e o governo do estado, provocando a PM para depois de uma reação poder culpar o governo, a maior prejudicada foi a imagem de Dilma Rousseff, que viu sua impopularidade, um ano antes das eleições, disparar.

Dilma Rousseff não ficou de braços cruzados, tentou reverter sua imagem mas cavou a própria cova. Vamos ao trecho da notícia “Dilma sanciona lei que define organização criminosa”, do Estadão, do dia 06 de agosto de 2013:

A presidente Dilma Rousseff sancionou a Lei 12.850, que define legalmente organização criminosa como a associação de quatro ou mais pessoas para a prática de infrações penais. O texto estabelece penas de 3 a 8 anos de reclusão mais multa para os criminosos que se unem para cometer delitos como tráfico de drogas e de pessoas, homicídios e lavagem de dinheiro.

A lei também permite o uso de recursos tecnológicos nas investigações, como captação de sinais sonoros ambientais e eletromagnéticos, além de interceptações telefônicas. Questões como a delação premiada e a cooperação entre diferentes órgãos de investigação também estão previstas na lei, que entra em vigor em 45 dias. A nova lei está publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) de segunda-feira, 5, com circulação nesta terça-feira, 6.

Surgiu a delação premiada, e um certo juiz do Paraná, que comandava uma tal de Operação Lava-Jato desde 2008 agora poderia usar deste método legal. Voltando à cova de Dilma, a mesma começou a aumentar os programas sociais, mas sem qualquer orçamento para fazer o mesmo, o país já não crescia como antes, o PIB brasileiro começava a “engasgar”, o crescimento desenfreado da China e o impulso que o Brasil havia aproveitado já não existia.

Dilma Rousseff começava a fraudar as contas públicas, cometer crimes de responsabilidade como nenhum outro presidente ou governador havia feito, era um novo método, ilegal, e que começava a ser usado como maneira de gerir economicamente por Guido Mantega e Dilma. Alguns funcionários do Tesouro Nacional começaram a denunciar o fato e criar uma espécie de “motim”, Arno Augustin, até então secretario do Tesouro, tratou de abafar as vozes.

Dilma frauda as contas públicas para se eleger em 2014, vence uma eleição sangrenta usando dinheiro sujo de empreiteiras para financiar sua campanha. Votação mais disputada da história do país, vitória por margem pequena e com a maioria dos brasileiros sem tê-la eleito. Dilma Rousseff conseguiu conquistar/enganar apenas 38% dos brasileiros, e não teve maioria pois 35,7% votaram no Aécio Neves, por fim 27% não foram votar, anularam ou votaram em branco. Por tanto, Dilma sequer conquistou a maioria da população.

Brasília- DF- Brasil- 16/09/2014- Cinco anos de fundação da União Geral dos Trabalhadores - UGT. Gilberto Kassab (prefeito da cidade de São Paulo). Foto: Alexandra Martins/ Câmara dos Deputados

Tentando controlar todo o Congresso e ter o monopólio sobre o legislativo, o Partido dos Trabalhadores tenta uma cartada que cavou ainda mais sua própria cova. Dilma chama Kassab para criar um novo partido, uma legenda com a finalidade de cortar poder do PMDB, assim como o PSD havia feito com o Democratas. Kassab então embarca na “volta do Partido Liberal”, o PL que iria atrair alguns parlamentares do PMDB e depois se juntaria ao PSD, formando assim a maior bancada da Câmara dos Deputados. O Partido dos Trabalhadores buscava inviabilizar qualquer outro partido que pudesse ser concorrente.

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Surge um nome ascendente no PMDB, antes pouco comentado: Eduardo Cunha! Popular entre os parlamentares do “baixo clero” e que não só perceberia esta manobra petista como seria o responsável pela “defesa” do PMDB, criando assim um grupo de oposição dentro do partido. No inicio de 2015 Cunha é eleito para a presidência da Câmara dos Deputados e o PMDB acaba frustrando os planos de Dilma, PT e Kassab, e o PL vai para o buraco.

No dia 15 de Março de 2015 acontece o primeiro grande protesto contra o governo Dilma Rousseff e o Partido dos Trabalhadores, a crise mostra suas garras claramente após toda a cortina de fumaça armada em 2014 e o brasileiro começa a se revoltar. Os protestos seguem nos dias 12 de Abril, 16 de Agosto e 13 de Dezembro. Com grupos como o Vem Para Rua e Movimento Brasil Livre conseguindo organizar e mobilizar de maneira civilizada a indignação da população.

Dois fatores não eram controlados por Dilma Rousseff em todo o ano de 2015, Operação Lava-Jato e Economia.

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Inicio de Junho e a Lava-Jato chega a Marcelo Odebrecht! A maior empreiteira do país envolvida no maior escândalo de corrupção já registrado na história da humanidade. Se antes o governo pensava que as prisões e delações de nomes como Paulo Roberto Costa e Alberto Youseff não teriam resultados, a Polícia Federal conseguiu mostrar uma autonomia e independência importantíssima, com as tentativas de melar a operação se intensificando. A acomodação diante de seguidos escândalos, ignorados pela imprensa e oposição fizeram o PT relaxar, e a PF aproveitou este espaço para ganhar o apoio popular e se fortalecer. Conseguiram!

7 de Outubro e o TCU recomenda ao Congresso rejeitar as contas do governo, margem sólida para o Impeachment vai sendo estabelecida.

21 de Outubro, Hélio Bicudo, Miguel Reale Jr e Janaina Paschoal apresentam o pedido de Impeachment mais robusto e com maior apoio até então, após Eduardo Cunha rejeitar dezenas de outros.

Em 24 de Novembro, Bumlai é preso e a Lava-Jato chega a Lula com firmeza. Um dia depois Delcídio do Amaral, senador líder do governo no Senado Federal é preso por tentar melar a Operação Lava-Jato, figura fundamental para a maior desmoralização petista, com a gravação dele sendo divulgada e Dilma Rousseff sendo atingida em cheio. Ela havia nomeado um ministro do STJ com claras finalidades: Soltar Marcelo Odebrecht e atrapalhar a Polícia Federal.

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Dia 02 de Dezembro, Eduardo Cunha autoriza abrir processo de Impeachment de Dilma Rousseff, que seguiria o rito comum já amplamente conhecido após o processo de 1992 contra Fernando Collor. Assim Dilma Rousseff seria afastada após formada uma comissão, de dez sessões, e o relatório ser levado à votação no plenário. Dois terços dos deputados federais poderiam afastar a presidente, mas haveria um STF pelo caminho.

2015 foi o ano da economia descendo a ladeira e a Operação Lava-Jato escancarando a organização criminosa travestida de partido político. Mas também foi de perda de confiança dos partidos aliados do PT nos últimos treze anos. O PMDB não era um “completo aliado” após a tentativa petista de criação do PL, e a onda “anti-petista” dentro do maior partido do país crescia de maneira constante.

Dia 18 de Dezembro, o STF joga um verdadeiro balde de água fria no Impeachment. Numa interpretação absurda os ministros faziam o que o Partido dos Trabalhadores sonhava, dificultava um avanço e colocava a Câmara dos Deputados quase como coadjuvante no processo. A decisão de afastamento da presidente agora seria apenas após decisão do Senado Federal, que também teria que fazer um relatório inicial, além do julgamento final. A chapa alternativa havia sido rechaçada pelos ministros assim como uma votação secreta, por margem apertada, 7 a 4 e 6 a 5, respectivamente. Um novo rito para o Impeachment e o governistas comemoravam, uma reviravolta que tornavam os “golpistas” praticamente derrotados.

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2015 chegava ao fim com uma incógnita, como o país iria sobreviver a mais três anos de Dilma Rousseff?

13 de Março de 2016, o momento decisivo em que as ruas disseram SIM ao Impeachment na maior manifestação popular da história do país, superando até o “Diretas Já”. Quase quatro milhões de pessoas foram as ruas em todo o país, fazendo uma média entre Polícia Militar, Movimentos e Institutos de Pesquisa. Dilma Rousseff, conquistou não só a maior impopularidade de um presidente na história, como também as maiores manifestações contra.

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16 de Março e uma bomba na Operação Lava-Jato! Lula seria nomeado ministro da Casa Civil de Dilma Rousseff, para assim fugir da cada vez mais provável prisão por Sergio Moro. Assim a Polícia Federal resolveu se defender, assim divulgando de maneira legal, escutas telefônicas do ex-presidente, investigado e por tanto sem foro privilegiado antes de nomeação. O conteúdo? Devastador!

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Dilma Rousseff era flagrada ligando para um investigado pela Operação Lava-Jato e lhe dando foro privilegiado com um único intuito: Livrá-lo da prisão!

A comissão na Câmara foi “escalada” pelos lideres dos partidos, em esmagadora maioria, ainda, aliados do governo. Rogério Rosso, do PSD-DF, como presidente e Jovair Arantes, PTB-GO, como relator. E uma maioria inicialmente governista não se concretizou em vitória de Dilma Rousseff, assim no dia 11 de abril, o relatório favorável ao Impeachment foi aprovado por 38 à 27.

No histórico dia 17 de Abril de 2016 aconteceu a votação em que a maioria dos deputados mostraram estar ao lado das ruas e não de uma organização criminosa. E após mais de 48 horas de discursos, 367 deputados decidiram pelo prosseguimento do processo de Impeachment de Dilma Rousseff, contra 137, de partidos como PT, PCdoB, PSOL, PDT e Rede, além de 7 abstenções.

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A comissão do Impeachment no Senado foi presidida por Raimundo Lira, do PMDB-PB e o relator foi Antonio Anastasia, PSDB-MG, diferente da Câmara, o governo Dilma Rousseff já não tinha qualquer poder e os senadores contra o processo apenas fizeram papel de palhaços, tentando retardar ao máximo as seções com gritos e armando confusões. O resultado também foi acachapante, 15 votos à 5. Mais uma prova do fim do regime petista.

Dia 11 de maio de 2016 e, enfim, o Senado começa a seção que definiria o Impeachment, após Renan Calheiros conceder longos 15 minutos para cada senador poder fazer seu discurso, outro resultado avassalador: 55 votos a favor contra apenas 22 contra, outro massacre e o afastamento de até 180 dias.


Após mais de treze anos usando o Estado como se fosse proprietário do mesmo, ocupando as instituições, tentando censurar jornalistas, infringindo leis e consequentemente ferindo a constituição, a organização criminosa travestida de partido político não deixaria o poder sem espernear. Tentou de tudo desde o STF até o Papa, isso mesmo, a patética Letícia Sabatella levou um “manifesto contra o golpe” ao Papa Francisco, que de maneira categórica ignorou a baboseira e afirmou estar torcendo para o país sair da crise na paz. Mesmo estando fraquíssimo e sem o poder do Estado em suas mãos, o PT ainda tem uma estrutura sólida em diversos setores da sociedade(Universidades, “Movimentos Sociais”, Sindicatos e etc), tem um presidente no STF e inúmeros servidores públicos que podem tentar boicotar o governo Temer.

Alguém acha mesmo que criminosos abandonam o poder de maneira republicana, aceitando o rito estabelecido pelo STF e as votações na Câmara e no Senado? Aceitando a opinião majoritária da população brasileira? Obviamente que não, era de se esperar exatamente o tipo de manobra de criminosos como os do Partido dos Trabalhadores tentaram na segunda-feira, com Waldir Maranhão, superando de maneira assustadora qualquer dos limites negativos de ética, moral e minimo de respeito as leis de seus antecessores. Ao lado de linha auxiliares como PCdoB, Rede, PSOL e PDT, o PT tenta de alguma forma continuar a resistir, mesmo que fora do poder, mesmo precisando rasgar a Constituição, o que convenhamos não é muito difícil para um partido criminoso que sequer assinou a mesma. Um vale tudo que golpeia não só os alicerces da democracia brasileira como também a situação de vida dos brasileiros, cada vez mais afetados com uma crise colossal.

Além de criminoso, o Partido dos Trabalhadores quer continuar a fomentar o caos, vamos a duas noticias, primeiramente a reportagem do Estadão sobre a dívida brasileira:

Numa projeção conservadora, feita por especialistas de diferentes áreas, a pedido do Estado, a conta pode passar de R$ 250 bilhões. Mas há quem diga que pode ser ainda maior. Em relatório, a agência de classificação de risco Moody’s estimou que, no pior cenário, a conta vai a R$ 600 bilhões.

As estimativas de gastos extras feitas a pedido da reportagem incluem eventuais capitalizações que o Tesouro tenha de fazer nas estatais Petrobrás, Eletrobrás e Caixa Econômica Federal, a negociação das dívidas dos Estados, que vão gerar perdas para a União, o risco de inadimplência com o Fies, e a manutenção do FAT.

Dilma Rousseff teve uma única agenda em seus últimos dias como presidente, levar o país para uma situação ainda pior do que já está, para assim inviabilizar o governo Michel Temer.

Agora a segunda notícia:

O vice-líder do governo na Câmara, Silvio Costa (PTdoB-PE), disse nesta quarta-feira que a atual base de apoio à presidente Dilma Rousseff irá “votar contra tudo” o que for apresentado em uma provável administração de Michel Temer.Costa admitiu que concorda com uma série de reformas que devem ser apresentadas pelo pemedebista, mas que trabalhará para derrubar todas por tratar-se de um governo “ilegítimo”.

Ou seja, saíram do submundo político brasileiro, quando não passavam de uma oposição acéfala e agora, que deixou o poder, volta para a mesma oposição, e com o mesmo, limitado, poder de antes. Com uma grande diferença, é o Partido dos Trabalhadores que chefiou o maior escândalo de corrupção da história da humanidade e o seu principal líder, Lula, está muito próximo da cadeia.

Os treze anos de regime petista, tratando a Câmara dos Deputados como um prostíbulo, os brasileiros como bananas, a Constituição como algo irrelevante e o Estado apenas como um meio de se manter eternamente no poder são podres. Esta inércia em passar por escândalos e mais escândalos sem danos resultou num acomodamento em que, com uma nova geração de procuradores resultou no que estamos presenciando, a queda de uma organização criminosa chamada Partido dos Trabalhadores por conta da força das ruas e Operação Lava-Jato, esta que não deve e nem será esquecida por aqueles que apoiam o combate a corrupção e não o jogo sujo do PT. Michel Temer assume mas aqueles que não se sustentam com verbas estatais e prezam pela independência continuarão a criticar mal-feitos. Dilma Rousseff e o regime petista acabam da pior maneira possível, entregando o país numa crise e com um escândalo de corrupção nunca antes visto, e como loucos gritando aos quatro ventos “É golpe! É golpe! É golpe”, o Partido dos Trabalhadores levou um golpe… de Democracia.

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