Blog do Celino Neto

Americanos entre a cruz e a espada

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DonaldTrumpvsHillaryClintonBlogdoCelinoNeto

De um lado o Partido Democrata tem sua candidata e precisa fazer com que os simpatizantes do socialista Bernie Sanders compareçam para votar na “traidora”(segundo os próprios definiram Hillary Clinton em protestos na convenção); Um partido cada vez mais à esquerda, chegando próximo de extremos(como Sanders) e com a bagagem cada vez mais longe do centro, que deu inicio com Obama, passa pelo fenômeno dos jovens(o que nunca é um bom sinal) Sanders e Hillary, uma violenta guinada à esquerda. Do outro lado um Partido Republicano que terá que aturar nestas eleições um representante que não pode chamar de seu, afinal o “fenômeno TRUMP” não segue ideologia, ou boa parte das ideias unanimes do partido, Trump não é Republicano, Trump é Trump, mas como o magnata se tornou um fenômeno entre os eleitores republicanos, que deixaram de lado as ideias do seu partido e seguiram seu discurso fácil, populista e nada próximo das chamadas pautas economicamente liberais, ou mesmo medidas socialmente conservadoras, o partido teve que engolir.

Hillary, com o mesmo carisma que se equivale a uma pedra, sofre para tentar conquistar os animados adolescentes engajados na utopia Sanders, afinal a crise não atinge apenas os republicanos(como os meios de imprensa brasileiros, péssimos em tratar de política internacional destacam), e-mais vazados escancaram que Bernie foi sabotado pelos Democratas e que o próprio candidato “traiu sua causa”, pois “trocou” seu apoio à Hillary por ter um avião pago pelo Partido Democrata para continuar com sua causa socialista pelo país, e claro, discursar pró-Hillary.(Fonte: BuzzFeed). Em seu discurso, Bernie Sanders foi vaiado pelos próprios eleitores quando reiterou seu apoio à Hillary Clinton. Seus eleitores foram um espetáculo à parte, pois além de vaiar quase todos os que iam discursar na convenção, ainda foram censurados pelo Partido Democrata, com os seguranças tomando seus cartazes:


De um lado temos uma candidata democrata fraca e que precisa, cada vez mais, caminhar para a extrema-esquerda, numa tentativa de agradar os adolescentes e sonhadores(que obviamente ignoram a história, os fatos e o bom-senso, como a maioria). Os Democratas também precisam pescar votos no centro, no cidadão médio que vê Hillary como não confiável.

Do outro lado temos um Trump que não existe forma de definir. Direitista? Certamente não. Republicano? Não, apenas usa o partido para alavancar seu nome. Liberal? Não. Um apoiador das ideias dos ‘Liberal conservatism’? Certamente não. Nazista/Fascista? Por favor, vamos trocar a fita e parar de falar bobagens, obviamente não(a não ser que você seja um jornalista brasileiro cobrindo política internacional, onde a maioria age como militantes).

Trump fala o que as pessoas querem ouvir, o que não cola bem para o politicamente correto, desde o absurdo de construir um muro na fronteira com o México até banir a entrada de muçulmanos nos Estados Unidos. São propostas lindas de se ouvir? Não, e tenho quase certeza que dificilmente Trump irá cumpri-las, mas é assim que ele atinge seu publico, atraindo atenção, fazendo que aquele comentarista político chato condene sua declaração e fazendo piadas dos mesmos. O foco sempre é Trump, e este foco, na maioria das vezes, o fortalece. Ao mesmo tempo, Trump não tem as “características padrões” de um estadista. Se eleito, fará um bom governo? Impossível de saber, e é nesse temor que Hillary cresce, mesmo com o carisma de uma pedra e mentindo descaradamente por conta de sua irresponsabilidade, ela já foi Senadora, Secretária de Estado e também primeira dama, conhece o mundo político e a maquina pública. Mas este também é seu ponto fraco, o eleitor médio americano está cansado dos políticos tradicionais, e isto explica o fenômeno Trump e o fenômeno Sanders.

Os derrotados nesta história? Os principais partidos americanos, tanto democratas quando republicanos vêem seus queridinhos, derrotado no caso Republicano e totalmente fragilizada no caso Democrata.

Estas eleições presidenciais americanas são diferentes de qualquer outra, com os americanos entre a cruz e a espada. Votar em uma candidata que precisa ir à extrema-esquerda para ganhar votos, que não é confiável e insiste em mentiras ou apostar numa incógnita que pode se tornar perigosíssima. Trump vs Hillary fazem das eleições americanas um reality show, mais saudável para os Estados Unidos seria uma disputa entre seus vices, os moderados Mike Pence e Tim Kaine. Eleição esta que não seria tão empolgante.

(Photos: Courtesy GOP.org, Democrats.org)

(Photos: Courtesy GOP.org, Democrats.org)

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