Blog do Celino Neto

A vitória de Donald Trump e a derrota de Hillary e sua imprensa

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Dos onze candidatos que disputaram as primárias republicanas, pelo menos sete eram mais preparados que ele, mas nenhum com seu poder de impacto midiático. O que começou como uma “palhaçada” na Trump Tower chega à presidência da maior potência mundial, os Estados Unidos da América. O que era apenas um marketing pessoal se transformou na conquista do cargo mais importante que um homem pode chegar. Isso é perigoso? Toda a imprensa, establishment e grandes corporações afirmaram durante toda a campanha americana que sim, sim e sim. Mas existe um fato que a grande maioria das pesquisas, analises e relatórios patéticos da ONU ignoraram: As pessoas estão de saco cheio dos atuais “poderosos” e cada vez mais longe de serem influenciadas pela chamada “grande imprensa” e buscando informações em meios independentes.

Erraram afirmando que o Brexit não daria em nada, que os colombianos votariam a favor de um acordo de paz com as FARC e também com uma possível vitória acachapante de Hillary Clinton sobre Donald Trump. Além da ex-senadora, Barack Obama e o Partido Democrata, a maior derrotada dessa eleição é a imprensa. Uma imprensa medrosa e que foge do seu dever para replicar “tendências” frutos de grupos que nada representam.

Como cidadão de um país que elegeu e reelegeu Lula e Dilma Rousseff não posso reclamar de quem elege Donald Trump(Particularmente torcia por Marco Rubio ou mesmo Ted Cruz nas primárias republicanas), mas entre ter uma presidente comprovadamente corrupta e uma enorme incógnita que coleciona bobagens e não tem qualquer preparo para a presidência, o americano optou pela segunda opção(eu faria o mesmo). E o americano não fez isso por ser racista, homofóbico, fascista, machista e outras bobagens normalmente usadas como forma de simplificar, mas justamente por achar que as bandeiras levantadas por Trump eram relevantes, apesar do candidato com a coragem de tocar nestas feridas estar longe de ser dos melhores.

A imagem do candidato “não-político” é um fenômeno mundial ao qual grande parte dos investidores, imprensa e políticos/partidos tradicionais tentam de todas as formas taxar com apocalíptico, cada um com seus motivos mas todos unidos, em contra-partida quem decide, quem vota, ignora as analises de fim de mundo dos “intelectuais”, das “ONGs”, dos “jornalistas especializados” e se mostra com uma liberdade ímpar desde o surgimento destes meios com tanto poder de manipulação.

A maior potência do mundo elege um psicopata, homofóbico, racista, maluco, fascista e machista? Segundo os grandes veículos de imprensa global sim, mas será que esse tipo de analise tão simplista faz sentido? Obviamente que não, pois da mesma forma que se pintava Donald Trump como Lúcifer se candidatando à presidência, se ignorava os inúmeros casos obscuros envolvendo Hillary, Bill e toda a fundação Clinton, além dos escândalos dos principais assessores e aliados. Trump não somente venceu a eleição como venceu de virada de maneira histórica.

Uma verdadeira lavada para de quem nada era esperado! Mas o que aconteceu com todos os latinos, mulheres, negros e “brancos inteligentes” que votariam na Hillary? Evaporaram? Obviamente que não, são apenas factoides totalmente dispares da realidade pois o apoio desta chamadas “minorias” tornariam a candidata democrata presidente dos Estados Unidos. Mostra as verdadeiras entranhas de quem é verdadeiramente preconceituoso ao achar que um determinado gênero, raça ou etnia precisa estar de acordo com o candidato X para não “trair seus semelhantes”.

Donald John Trump passa de uma piada que não passaria das primárias para o homem no mais importante cargo do planeta. Que ao lado de um Partido Republicano dominando o Senado e Câmara, mas que não fecha totalmente com o presidente, pode fazer uma incógnita se tornar uma boa realidade para a América. Apenas o tempo dirá se Trump será um bom presidente ou um desastre gigantesco, mas o fato não apenas desta quarta-feira como de todo este ano de 2016 é claro: A imprensa e o establishment estão cada vez mais longe do controle que chegaram a ter.

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