Blog do Celino Neto

Por que “defendo” Donald Trump

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Resolvi fazer este texto após uma simples pergunta pelo Twitter, nada melhor que o dia de posse deste personagem que gera tanta polêmica para comentar sobre. “Por que você defende tanto Donald Trump?”, 140 caracteres não são suficientes para descrever a minha “defesa” ao quadragésimo quinto presidente dos Estados Unidos da América, tratado pelos noticiários brasileiros de maneira patética e supérflua, recorrendo à simplismos que apenas desinformam os consumidores dos grandes meios de comunicação.

A principio Trump seria o quarto ou quinto candidato nas primárias republicanas ao qual eu me identificaria caso fosse eleitor americano. Primarias estas que deram diversas opções, como você pode ver na imagem abaixo:

O senador pela Flórida Marco Rubio, o governador de Ohio John Kasich, o senador pelo Texas Ted Cruz e por fim o neurocirurgião Ben Carson(Único não político desta minha lista “a frente do Trump”). Porém as primarias mostraram que ele havia se preparado mais que qualquer um, nos debates dificilmente conseguiam-lhe tirar o foco de todas as atenções e dominava os candidatos com certa facilidade. Polêmicas com jornalistas? Só fortaleciam sua imagem. E ao longo de sua campanha mostrou seu poder de atrair republicanos desacreditados com o partido, se mostrando uma força anti-establishment. Venceu com folgas as primárias mesmo sem apoio do partido, um feito importantíssimo. O candidato desde o inicio desprezado por toda a intelligentsia e seus variados representantes por toda a imprensa se tornou o candidato Republicano nadando de braçada.

Imprensa esta que desempenha papel fundamental para minha tal “defesa”, a mesma sempre o tratou como apenas um palhaço, um milionário sem qualquer preparo querendo brincar de ser político. Quando na verdade foi o único que mostrou conseguir atingir diretamente as pautas do americano médio, aquele que não é “politizado” ou segue a onda do politicamente-correto, mas trabalha, gosta de ficar com a família, se preocupa com a sua segurança e quer que o governo atrapalhe o menos possível. Simples assim. O eleitor de Trump é um eleitor real, não o especialista político-social de Harvard. O especialista de Harvard ou a blogueira nova-iorquina do Huffington Post, que anda pelos Starbucks de Manhattan(acha que aquilo é os Estados Unidos) e fica indignada pelos “eleitores idiotas” que tem o Arkansas, vão votar naquele candidato do New York Times, o “legal”, aquele que “escuta os jovens”, com pautas “progressistas”, e não em um Hitler republicano xenófobo, racista, homofóbico, machista, sexista, misógino e outros adjetivos que felizmente não conheço.

Ao chegar no confronto contra Hillary Clinton não havia duvidas, eram candidaturas totalmente dispares. De um lado a encarnação do establishment, de uma família que gosta do poder e totalmente envolvida em escândalos. Do outro uma incógnita politicamente incorreta, anti-establishment e demonizado de todas as maneiras possíveis pela imprensa, a grande derrotada do ano de 2016(como já comentado neste blog). Um candidato que não é perfeito, porém seus deslizes semânticos de nada se compara aos milhões sujos da Clinton Foundation, o caso de Benghazi, ou mesmo a bizarrice criminosa que é uma secretária de estado mandar instalar um servidor particular de e-mail no banheiro de sua casa, comprometendo toda a segurança nacional, além de obstruir provas ao apagar dezenas de milhares de e-mais.

Enfim, volto ao cerne da questão, “defendo”(e coloco aspas por não ser um militante incontrolável que defenderá idiotices que Trump poderá fazer/Assim como apoiei o Impeachment mas não poupo críticas a Temer) defendo Trump por casos como este:

Casos que se tenta forçar ao erro de tal modo que Donald Trump se torna um novo Hitler, quando na verdade não se é discutido suas propostas.

  • Deportar imigrantes ilegais? Qual o problema disso se não passa de um cumprimento da lei?
  • Construir um muro entre os Estados Unidos e o México? Qual o problema em proteger as fronteiras? Até já existe um muro, construído pelo democrata Bill Clinton.
  • Mesquitas nos EUA deveriam ser vigiadas… Existem milhões de adeptos da religião que mais proporciona atentados no mundo atualmente, estes devem ser perseguidos, presos e linchados? Claro que não, e sim cuidadosamente vigiados, ainda por cima com cada vez mais radicais que nascem em países ocidentais.
  • Combater o Estado Islâmico? Isso é uma obrigatoriedade para os Estados Unidos pelo fato do Obama ter fomentado durante seus oito anos de política externa desastrosa um fortalecimento do grupo.
  • EUA deveriam investir no tratamento da saúde mental para evitar assassinatos em massa… Não vejo nada de polêmico nesta proposta. O que é polêmico são aqueles que tentam enfiar goela abaixo dos americanos que os verdadeiros culpados pelos massacres constantes são as armas e não os indivíduos.
  • Relação com Putin… Líder de uma potência nuclear como a Rússia, país em local estratégico e que não é nada saudável de se ter como inimigo.
  • Diminuir impostos e aqueles que ganhem menos de US$ 25 mil ao ano não paguem impostos sobre renda… Menos impostos = Menos governo, Menos governo = Mais liberdade, Mais liberdade = Mais riqueza, Mais riqueza = Mais prosperidade.
  • Tóquio e Seul devem construir arsenais nucleares… Quem está próximo de Coreia do Norte e China não deve arriscar sua liberdade.

Citei alguns pontos considerados “POLÊÊMICOS” mas que não passam de propostas nada radicais e em sua grande maioria totalmente lúcidas. Repito o que disse desde o inicio das primarias: Se os desastres de Obama na política internacional forem desfeitos já será uma grande vitória para os americanos(e o ocidente) na geopolítica. Os exageros e polêmicas onde nada existe, são fabricadas de maneira descarada por grande parte da inconformada imprensa, logo cito como o principal, dentre vários citados, motivos pelos quais eu defendi Donald Trump, que continuará a enfrentar uma enorme maquina de difamação.

Veja como exemplo o Caio Blinder, da Globo News e Jovem Pan:

Neste tweet ele critica a parte do discurso onde Trump diz “Nós estamos aqui hoje para montar um governo com uma nova visão para a América. A América vem primeiro sempre!”. Ora, o que Caio Blinder quer que fale um presidente? Que seu país não é sua prioridade? Trump vai governar os Estados Unidos e representar seus interesses antes de qualquer coisa e não de outros países, obviamente.

Mas as críticas sem fundamento em sua posse foi apenas o inicio de quatro anos em que continuará a ser bombardeado, independentemente do que faça, seja bom ou ruim. Finalizo o post com o primeiro discurso de Donald J. Trump como quadragésimo quinto presidente dos Estados Unidos da América e esperançoso de que a tragédia que foi Obama não se repita:

“Chefe de Justiça Roberts, presidente Carter, presidente Clinton, presidente Bush, presidente Obama, colegas americanos e pessoas do mundo, obrigado.

Nós, os cidadãos da América, estamos agora unidos em um grande esforço nacional para construir nosso país e restaurar sua promessa para todo o nosso povo.

Juntos, iremos determinar o curso da América e do mundo por muitos, muitos anos. Enfrentaremos desafios, Confrontaremos dificuldades. Mas faremos o serviço.

A cada quatro anos os reunimos nesta escadaria para para conduzir a ordeira e pacífica transferência de poder.

E somos gratos ao presidente Obama e à primeira-dama Michelle Obama por sua graciosa ajuda durante essa transição.

Eles foram magníficos.

Obrigado

A cerimônia de hoje, no entanto, tem um significado muito especial porque hoje não estamos apenas transmitindo o poder de uma administração a outra ou de um partido ao outro, mas estamos transferindo o poder de Washington, D.C., e o devolvendo a vocês, o povo.

Por muito tempo, um pequeno grupo na capital de nossa nação colheu as recompensas do governo enquanto o povo assumiu o custo. Washington floresceu, mas o povo não compartilhou sua riqueza. Políticos prosperaram mas os empregos foram embora e as fábricas fecharam.

O sistema se protegeu, mas não aos cidadãos de nosso país. As vitórias dele não foram as suas vitórias. O triunfo dele não foi o de vocês. E enquanto eles celebravam em nossa capital, havia pouco para celebrar para famílias em dificuldade ao redor de todo o país.

Tudo isso muda, começando aqui e agora, porque este momento é seu momento.

Ele pertence a vocês.

Ele pertence a todos reunidos aqui hoje e todos assistindo em todos os Estados Unidos.

Este é seu dia.

Esta é sua celebração.

E este, os Estados Unidos da América, é seu país.

O que realmente importa não é qual partido controla nosso governo, mas se nosso governo é controlado pelo povo.

20 de janeiro de 2017 será lembrado como dia em que o povo se tornou o comandante desta nação novamente.

Os homens e mulheres esquecidos de nosso país não serão mais esquecidos. Todos estão ouvindo vocês agora. Vocês vieram aos milhões para se tornar parte de um movimento histórico, do tipo que o mundo nunca viu antes.

Ao centro deste movimento está uma convicção crucial de que uma nação existe para servir aos seus cidadãos. Americanos querem ótimas escolas para seus filhos, vizinhanças seguras para suas famílias e bons empregos para si.

Essas são demandas justas e razoáveis de pessoas direitas e de um público direito.

Mas, para muitos de nossos cidadãos, uma realidade diferente existe.

Mães e crianças presas na pobreza das zonas carentes de nossas cidades, fábricas enferrujadas espalhadas como lápides pela paisagem de nosso país.

Um sistema educacional cheio de dinheiro, mas que deixa nossos jovens e belos estudantes desprovidos de conhecimento.

E o crime as gangues e as drogas que roubaram tantas vidas e roubaram tanto potencial não realizado de nosso país. Essa carnificina americana acaba aqui e acaba agora.

Somos uma única nação, e a dor deles é nossa dor.

Os sonhos deles são nossos sonhos, e o sucesso deles será nosso sucesso. Dividimos um único coração, um lar e um glorioso destino.

O juramento do cargo que faço hoje é um juramento de lealdade a todos os americanos.

Por muitas décadas enriquecemos a indústria estrangeira às custas da indústria americana, subsidiamos os exércitos de outros países enquanto permitíamos ao muito triste esgotamento de nosso poder militar.

Nós defendemos as fronteiras de outros países enquanto nos recusamos a defender as nossas próprias. E gastamos trilhões e trilhões de dólares além mar, enquanto a infraestrutura dos Estados Unidos caiu em degradação e deterioração.

Nós tornamos outros países ricos enquanto a riqueza, a força e a confiança do nosso país se dissipou no horizonte.

Uma por uma, as fábricas fecharam e deixaram nosso solo sem nem pensar nos milhões e milhões de trabalhadores americanos que foram deixados para trás.

A riqueza da nossa classe média foi arrancada de suas casas e depois redistribuída ao redor do mundo. Mas isso é o passado, e agora nós estamos olhando só para o futuro.

Nós reunidos aqui hoje estamos emitindo um novo decreto a ser ouvido em todas as cidades, em todas as capitais estrangeiras e em todos os corredores do poder. Deste dia em diante, uma nova visão vai governar nossa terra.

Deste dia em diante, vai ser só a América primeiro, a América primeiro. Todas as decisões sobre comércio, sobre taxas, sobre imigração, sobre relações exteriores será feita para beneficiar os trabalhadores americanos e as famílias americanas. Devemos proteger nossas fronteiras das devastações dos outros países fazendo nossos produtos, roubando nossas empresas e destruindo nossos empregos.

A proteção vai levar a grande prosperidade e força. Vou lutar por vocês com todo o fôlego do meu corpo, e nunca vou decepcionar vocês.

A América vai começar a vencer de novo, vencer como nunca antes.

Vamos trazer de volta nossos empregos.

Vamos trazer de volta nossas fronteiras.

Vamos trazer de volta nossa riqueza, e vamos trazer de volta nossos sonhos.

Vamos construir novas estradas e rodovias e pontes e aeroportos e túneis e ferrovias ao redor da nossa nação maravilhosa.

Vamos tirar nosso povo do seguro-desemprego e colocá-los de volta ao trabalho, reconstruindo nosso país com mãos americanas e trabalho americano.

Vamos seguir duas regras simples: Comprar [produtos] americanos e contratar americanos.

Vamos procurar amizade e boa vontade com as nações do mundo, mas vamos fazer isso com o entendimento de que é o direito de todas as nações colocar seus próprios interesses em primeiro lugar.

Nós não buscamos impor nossa maneira de viver sobre ninguém, mas, em vez disso, deixar que ela brilhe como um exemplo.

Vamos brilhar para todos nos seguirem.

Nós vamos reforçar alianças antigas e formar novas e unir o mundo civilizado contra o terrorismo radical islâmico, que vamos erradicar completamente da face da Terra.

No alicerce das nossas políticas haverá uma lealdade total aos Estados Unidos da América, e através de nossa lealdade ao nosso país nós vamos redescobrir nossa lealdade um ao outro.

Quando você abre seu coração ao patriotismo, não há lugar ao preconceito.

A Bíblia nos diz o quão bom e agradável é quando o povo de Deus vive junto em unidade. Devemos falar abertamente, debater nossos desentendimentos honestamente, mas sempre buscar a solidariedade. Quando a América está unida, a América não é parada. Não deve haver medo. Estamos protegidos e sempre estaremos protegidos. Seremos protegidos pelos grandes homens e mulheres de nossas forças armadas e da aplicação da lei. E mais importante, sempre seremos protegidos por Deus.

Finalmente, devemos pensar grande e sonhar ainda maior. Na América, entendemos que uma nação só vive enquanto estiver se esforçando. Não iremos mais aceitar políticos que são apenas discurso e nenhuma ação, constantemente reclamando, mas nunca fazendo nada a respeito.

O tempo para conversas vazias acabou. Agora chega a hora da ação.

Não permitam que ninguém diga a vocês que isso não pode ser feita. Nenhum desafio pode equivaler ao coração, e à luta e ao espírito da América. Não iremos falhar. Nosso país irá crescer e prosperar novamente.

Estamos perante o nascimento de um novo milênio, prontos para desbloquear os mistérios do espaço, para libertar a terra das misérias da doença, e controlar as energias, indústrias e tecnologias de amanhã.

Um novo orgulho nacional irá nos agitar, elevar nossas vistas e curar nossas divisões. É hora de lembrar daquele ditado que nossos soldados nunca esquecerão, de que não importa se somos, negros, de outra cor ou brancos, todo sangramos o mesmo sangue vermelho dos patriotas.

Todos desfrutamos das mesmas gloriosas liberdades e saudamos a mesma grande bandeira americana.

E se uma criança nasce num subúrbio de Detroit ou nas planícies varridas pelo vento de Nebraska, elas olham para o mesmo céu à noite, elas enchem seus corações com os mesmos sonhos e são insufladas com a brisa da vida pelo mesmo poderoso criador.

Então a todos os americanos, em todas as cidades próximas e distantes, de montanha a montanha, de oceano a oceano, ouçam estas palavras: vocês nunca serão ignorados novamente. Sua voz, suas esperanças e sonhos irão definir nosso destino americano. E sua coragem, bondade e amor irão para sempre nos guiar pelo caminho.

Juntos iremos tornar a América forte novamente, tornaremos a América rica novamente, faremos a América orgulhosa novamente e faremos a América segura novamente.

E, sim, juntos iremos tornar a América grande novamente.

Obrigado.

Deus abençoe vocês.

E Deus abençoe a América.”

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