Blog do Celino Neto

Oscar 2017: Uma piada do inicio ao fim

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Oscar… O grande momento de Hollywood, o evento em que os atores e atrizes tem a oportunidade de fazer seus grandes discursos, defender suas convicções e claro, mostrar como são “grandes especialistas” em política americana/mundial. Em 2017 já era esperado uma enorme quantidade de discursos políticos críticos já que após oito edições do Oscar um democrata não estava na Casa Branca e sim um republicano. Não poderia ser mais previsível. Jimmy Kimmel, comediante e escolhido para apresentar esta edição, não perdeu nenhuma oportunidade de “lacrar” contra Trump e repetir o discurso político padrão hollywoodiano do momento.

A cerimônia seguiu bizarramente com declarações patéticas como: “Eu sou contra qualquer tipo de parede que tente nos separar!”, e não, não foi um morador de rua ou algo do tipo (até porque se fosse diria o contrário) e sim Gael Garcia, que nunca havia ouvido falar a respeito do cidadão e provavelmente (e felizmente) dificilmente voltarei a ouvir sobre ele. O Alcorão também foi citado, afinal apenas o cristianismo é algo retrogrado e seguido por pessoas radicais, mas o Islamismo não, tem que aceito de braços abertos afinal é a religião da “paz”. Ah, e também teve iraniano dando lição de democracia para os Estados Unidos, exato, isso mesmo que você leu.

Aqueles derrotados nas eleições de 2016 já contavam vitória, não eleitoral (obviamente). Mais uma vez os intelectuais de Hollywood se mostravam como grandes bastiões de pátria, norte dos costumes e exemplos à serem seguidos para qualquer país que quiser ter riqueza, paz e sucesso como nação, afinal são atores e atrizes que estão falando, quem melhor que um cidadão que fez aula de teatro e atualmente faz filmes/séries para lhe aconselhar em quem votar nas eleições? É praticamente uma voz divina.

O discurso pronto era este:

(Breve comentários sobre o divertidíssimo tweet acima: Uma pena que em países de maioria muçulmana existe um mundo não apenas pior mas infernal para boa parte dos gays, mulheres ou qualquer um que apresente alguma “diversidade”. Mas seguindo…)

O que acabou acontecendo no fim foi isto:

Isso mesmo, erro histórico no Oscar, erro histórico após passarem horas da noite do domingo e madrugada da segunda-feira fazendo discursos afirmando como todos devem agir, e em quem devem votar, que causas se deve apoiar, como pensar…. Não conseguem sequer premiar o melhor filme. Quanta ironia, logo no momento mais importante da noite a organização erra feio e, mesmo sendo exemplos de deuses na terra, e sabendo exatamente o que todos devem seguir, eles não organizam sequer o próprio evento panfletário de forma em que não haja um vexame como este.

Estavam tão preocupados em fazer “discursinhos bonitinhos” contra Donald Trump, que quem riu por último foi o alvo da noite. Após oito anos de boca fechada e apenas puxando o saco de Obama e aliados, Hollywood volta à militar politicamente com o pé esquerdo.

And the oscar goes to:

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