Blog do Celino Neto

Líbano bane filme Mulher-Maravilha por Gal Gadot ser israelense, onde estão os militantes de esquerda?

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Os países em que a “Religião da Paz” domina não são nada tolerantes, porém o Líbano, por sua diversidade religiosa, mesmo tendo os muçulmanos como maioria (mais de 50% da população) sempre é citado como exceção no Oriente Médio se comparado aos absurdos cometidos em países como Arábia Saudita e Irã, em que muçulmanos são mais de 90% da população.

Os contextos mudam, se em 1997 o papa João Paulo 2º afirmou que o país era um exemplo de convivência, hoje o Líbano é bem diferente, com o Islã significativamente mais forte que há 10 anos. Se você é uma mulher precisa escolher bem o marido no Líbano, pois a partir do momento em que se casa, seu companheiro poderá agredir, prender e até estuprá-la, sem que ela possa recorrer.

Enfim, vamos a notícia:

O governo libanês baniu o filme “Mulher-Maravilha” do país por conta da nacionalidade da atriz principal, Gal Gadot, que é israelense. O Líbano está oficialmente em guerra com Israel e tem uma lei de boicotes contra produtos originários do país judeu, além de barrar cidadãos libaneses de viajar ou ter contato com israelenses.

O ministro da Economia do país assinou a decisão horas antes do lançamento do filme por lá. “Mulher-Maravilha” vinha sendo promovido normalmente com pôsteres e outdoors espalhados pela capital Beirute, e a première estava confirmada até o anúncio da rede de cinemas Grand Cinemas, pelo Twitter.

Essa é a primeira vez em que algum filme de Gadot é banido do Líbano. Tanto a franquia “Velozes e Furiosos” quanto o filme “Batman vs Superman” — ambos estrelados pela atriz — rodaram pelas salas de cinema locais, apesar de o último ter sofrido protestos.

O grupo Campaign to Boycott Supporters of Israel-Lebanon (campanha de boicote aos defensores da relação Israel-Líbano, em tradução) elogiou o ministério e lançou uma campanha contra o filme devido ao fato de Gadot ter servido no Exército de Israel e apoiado as forças israelenses nos confrontos que acontecem na Faixa de Gaza.

Esta foi a mensagem da atriz que já fez parte o exército israelense e também foi miss Israel:

— Estou mandando meu amor e orações a todos garotos e garotas que arriscam suas vidas protegendo meu país contra os horríveis ataques feitos pelo Hamas, que estão se escondendo de forma covarde atrás de mulheres e crianças… Nós devemos superá-lo!!! Shabbat Shalom! — publicou a atriz no facebook em 2014.

Onde está a militância de extrema-esquerda seguidora de sites como Huffington Post e Buzzfeed? Não vão condenar o grupo extremista islâmico? São extremistas, pois se travestem de pacíficos propondo “apenas boicote”, mas que censuram e ainda defendem grupos como o Hamas, que aterroriza milhares não só de israelenses como de palestinos, usando até crianças-bomba para testar a boa-fé de Israel e suas políticas de boa vizinhança (como oferecer tratamento a doentes palestinos).

E a Gal Gadot? As feministas não vão defender a atriz sionista? Ou as mulheres que defendem o Estado de Israel não são merecedoras de tal defesa? O triste fato é que Hollywood é em peso de extrema-esquerda, logo também aderem a causa palestina como já citei em alguns posts neste espaço. Um desses casos lastimáveis aconteceu em um daqueles discursos “lacradores” da Meryl Streep contra o Trump no inicio deste ano, mais especificamente na entrega do Globo de Ouro, quando ela disse:

“A bela Ruth Negga nasceu em Addis Ababa, Etiópia, e cresceu na Irlanda…Ryan Gosling, como todas as pessoas mais legais, é canadense. E Dev Patel nasceu no Quênia, cresceu em Londres e está indicado por interpretar um indiano que cresceu na Tasmânia”, disse Streep. “Amy Adams nasceu em Veneza, na Itália, e Natalie Portman nasceu em Jerusalém. Onde estão suas certidões de nascimento?”, finalizou a atriz.

O contexto sempre é importante, mas para simplificar: Como democrata inconformada, estava fazendo um discurso anti-Trump e sobre tolerância a outros povos, e esse blá, blá, blá de sempre. Mas note algo em sua fala, Meryl Streep fala da nacionalidade de todos, e no país em que todos eles nasceram… Menos de Natalie Portman. Razão? A atriz nasceu em Jerusalém, e caso mencionasse Israel estaria automaticamente rebaixando uma das bandeiras da extrema-esquerda que é a defesa incondicional da Palestina.

Vamos as fotos:

Primeiro um ato pró-Palestina em território Brasileiro… Bandeiras do PSOL, PSTU, alguns sindicatos (sempre).

Eleições americanas em 2016! Campanha de Hillary Clinton… Bandeira da Palestina!

Protestos anti-Trump em Nova York, advinha quem estava preste, isso mesmo, a bandeira Palestina

Espero que as militantes feministas sejam coerentes pela primeira vez em suas vidas e condenem este tipo de prática. Porém espero sentado, já que não costumam ter qualquer tipo de norte moral e em sua maioria apenas repetem a narrativa que lhes agrada.

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